Inflação oficial recua para 0,07% em julho
Dados foram divulgados nesta terça-feira (11/8) pelo IBGE. Índice representa redução de 0,09 ponto percentual em relação ao 0,16% registrado em junho. Preço pago pelo conjunto dos alimentos básicos teve queda em 26 das 27 capitais
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado para medir a inflação oficial no Brasil, foi de 0,07% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa uma redução de 0,09 ponto percentual (p.p.) em relação ao 0,16% registrado em junho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,44% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.
A maior variação (0,99%) e impacto (0,15 p.p.) vieram do grupo Habitação. Já o grupo de Alimentação e bebidas caiu 0,67%, com -0,14 p.p. de impacto. Os demais grupos variaram entre -0,66% em Vestuário e 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.
Segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgados na segunda-feira (10/8), o preço pago pelo conjunto dos alimentos básicos apresentou queda em 26 das 27 capitais brasileiras em julho.
Na comparação entre julho e junho deste ano, as maiores reduções ocorreram em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%) e Rio de Janeiro (-7,12%). Em Brasília, João Pessoa, Salvador, Fortaleza, Florianópolis e Cuiabá, a diminuição registrada ficou entre 6,71% e 6,04%. Apenas em São Luís o custo da cesta básica teve aumento, com variação positiva de 0,3%.
ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS – Em julho, o IPCA referente ao grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,67% por influência da alimentação no domicílio (-1,14%). As principais quedas foram no tomate (-29,09%), principal impacto negativo (-0,10 p.p.) no resultado do mês, na batata-inglesa (-19,59%), na cenoura (-14,41%) e no café moído (-2,45%).
VARIAÇÃO DO IPCA POR REGIÃO – A pesquisa do IPCA abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Em 14 cidades o IPCA registrou queda em relação a junho: Rio Branco, Rio de Janeiro, Vitória, São Luís, Fortaleza, Brasília, Porto Alegre, Campo Grande, Goiânia, Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Belém. Em Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Belém, o IPCA de julho apresentou índice negativo, ou seja, ocorre deflação, quando a média geral dos preços de produtos e serviços cai em vez de subir.
TRANSPORTES – A variação no grupo de Transportes foi de 0,05% em julho, reflexo da alta de 11,67% das passagens aéreas. Em contrapartida, houve recuo de 1,44% nos combustíveis, com todos em queda: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).
IPCA – O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 1 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2026 a 30 de junho de 2026 (base).
INPC – Também foram divulgados dados referentes ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que variou -0,01% em julho, 0,15 p.p. abaixo de junho (0,14%). O INPC acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,33% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a taxa foi de 0,21%. Produtos alimentícios saíram de -0,29% em junho para -0,74% em julho. Já a variação dos não alimentícios passou de 0,28% em junho para 0,23% em julho.
REGIÕES – Quanto aos índices regionais, a maior variação do INPC ocorreu em São Paulo (0,28%), influenciada pelas altas da energia elétrica residencial (7,60%) e conserto de automóvel (2,61%). A menor variação ocorreu em Belém (-0,49%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e açaí (-14,24%).
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.
Secom Presidência da República