Faculdade de Letras disponibiliza livro sobre uso de IA no ensino de língua portuguesa
Thâmara Gonzaga
Um dos grandes desafios dos professores é fazer uso da inteligência artificial no contexto escolar sem retirar a autonomia dos alunos para formarem suas próprias ideias e argumentos. Pesquisadores já vêm se dedicando ao estudo do tema e propondo caminhos e sugestões para essa realidade. Algumas dessas referências científicas podem ser consultadas no e-book “Mapeamento bibliográfico: Inteligência Artificial e ensino de Língua Portuguesa”, elaborado pela dupla de discentes da Faculdade de Letras (Fale) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Jade Tenório Cavalcanti, bolsista do CNPq, e Pedro Henrique dos Santos, estudante voluntário do projeto.
O acesso é gratuito e está disponível neste link. O material é resultado das atividades de iniciação científica do Grupo de Estudos do Texto e da Leitura (Getel), Pibic 2025-2026, coordenado pela docente da Fale, Isabel Muniz Lima.
A obra compila uma série de artigos científicos, trabalhos de conclusão de curso (TCC), teses de doutorado, ensaios acadêmicos, relatos de experiência, capítulos de livro e videoconferências, cada um acompanhado de um resumo crítico, sobre os usos da inteligência artificial no ensino da língua portuguesa.
O mapeamento reúne estudos produzidos nos últimos cinco anos, identificando avanços, tendências e lacunas, sendo projetado para ser um guia de referência para professores de língua portuguesa e pesquisadores da área de Letras. É um material de consulta para os profissionais da área que desejam aprimorar sua prática diante da popularização da IA.
“O e-book nasceu da necessidade de aproximar as pesquisas realizadas na universidade pública da comunidade, bem como da urgência de se divulgar estratégias pedagógicas e metodologias que envolvam as tecnologias de Inteligência Artificial e o ensino-aprendizagem. Nosso desejo é que a obra seja uma fonte de inspiração, aprendizado e descoberta para o trabalho docente na Educação Básica, sobretudo em relação ao ensino de Língua Portuguesa”, afirmou a professora Isabel.
