Premiado pela Unesco, projeto Literatura Acessível chega a Alagoas com ações de inclusão pela literatura em oito municípios
Iniciativa do Instituto Incluir, patrocinada pela TAG e pela MAHLE via Lei Rouanet, promove contação de histórias, distribuição de livros e formação de educadores
Maceió, setembro de 2026 – O Instituto Incluir leva o projeto Literatura Acessível a Alagoas neste mês de setembro, com uma programação que combina contação de histórias, distribuição de livros e formação de educadores para o trabalho com literatura inclusiva. A expectativa é de impactar mais de 2.000 pessoas, entre estudantes e educadores.
O lançamento oficial da turnê alagoana será na próxima segunda-feira, 14/09, às 19h, no Espaço Nega Fulô, em Maceió. O evento terá a presença da fundadora e presidente de honra do Instituto Incluir, Carina Alves; do embaixador mirim do Instituto Incluir, Vicente Sanches; da comunicadora, atriz e contadora de histórias Bia Mussi; e do poeta popular Manoel Cavalcante.
Patrocinado pela TAG – Transportadora Associada de Gás e pela MAHLE Metal Leve S.A., por meio da Lei Rouanet, o projeto busca ampliar o acesso a histórias que valorizam a diversidade humana e estimular práticas pedagógicas capazes de promover inclusão dentro e fora das escolas. A proposta é que os livros não apenas cheguem às crianças, mas também se tornem ferramentas para o trabalho cotidiano dos educadores.
Cada aluno que participar das atividades receberá um exemplar da coletânea de livros publicados pelo Literatura Acessível. Em Maceió e nos outros sete municípios alagoanos que receberão o projeto, o poeta Manoel Cavalcante participará da formação dos educadores. Natural do Rio Grande do Norte, Cavalcante tem 15 livros de cordel e poesia popular publicados e foi reconhecido em concursos literários no Brasil e no exterior.
O roteiro pelos municípios alagoanos começa na próxima segunda-feira, 14/09, em São Luís do Quitunde, com ações nas escolas municipais Dr. Júlio de Queiroz e Monteiro Lobato. Depois, segue para outros municípios do estado: Rio Largo, no dia 15/09, na Escola Estadual Neuza Soares Teixeira; Marechal Deodoro, no dia 17/09, no Auditório Divaldo Suruagy e na Escola Municipal Dr. Claudio Roberto da Costa; e São Miguel dos Campos, no dia 18/09, no auditório do Colégio Esther Soares.
Em Teotônio Vilela, o projeto terá apoio do Sesc, que receberá o Literatura Acessível no dia 21/09, no Sesc Ler. Em Penedo, no dia 23/09, as atividades serão no Complexo Educacional e Esportivo Governador Moacir Andrade e no Teatro Sete de Setembro. No dia 24/09, o projeto chega a Maceió, na Escola Municipal Jaime de Altavilla. O encerramento do roteiro por Alagoas será em Pilar, no dia 25/09, no Espaço Cultural Mestra Bida e Museu de Música.
“Levar o Literatura Acessível a Alagoas é ampliar a possibilidade de que crianças e educadores tenham contato com histórias que apresentam a diversidade humana de forma natural, sensível e transformadora. Nosso objetivo é que cada livro entregue seja também uma oportunidade de diálogo, de aprendizado e de construção de uma escola mais inclusiva”, afirma Carina Alves.
Literatura que amplia possibilidades
Criado a partir da inquietação de Carina Alves sobre como transformar histórias de vida em ferramentas de educação, o Literatura Acessível nasceu em 2014 e vem desenvolvendo livros voltados ao público infantojuvenil, com narrativas que abordam inclusão, acessibilidade, empoderamento feminino, educação e respeito à diversidade.
A iniciativa ganhou reconhecimento internacional ao receber o Prêmio Confúcio de Alfabetização, concedido pela UNESCO. O projeto também se destaca por oferecer livros em diferentes formatos de acessibilidade, incluindo Libras, Braille, pictogramas, audiolivro e audiodescrição, ampliando as possibilidades de leitura e participação.
A coleção reúne histórias como A Menina Potiguara, O Menino que Escrevia com os Pés, A Princesa que Tinha um Cromossomo a Mais e O Melhor Amigo da Bengala. As narrativas apresentam personagens com diferentes características e experiências, estimulando o protagonismo, a empatia e o reconhecimento da diversidade.

Sobre o Instituto Incluir
O Instituto Incluir é uma organização da sociedade civil dedicada a ampliar a inclusão e o acesso a direitos a todas as pessoas no Brasil. Criado pela empreendedora social e psicóloga Carina Alves, desenvolve projetos e formações em parceria com escolas, comunidades, empresas e poder público, tendo a educação como eixo estruturante. Entre suas iniciativas estão os programas EsportivaMENTE, Pulsar, Empodera, Incluir nas Comunidades, Brasil Diversidade e Literatura Acessível, este último reconhecido internacionalmente pela UNESCO e pelo governo da China com o Prêmio Confúcio de Alfabetização.
Fonte: Assessoria