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Escolas Sesi Alagoas levam soluções sustentáveis à maior feira de iniciação científica do Brasil

Com projetos voltados à preservação ambiental e à saúde alimentar, estudantes das unidades Centro e Benedito Bentes embarcam para a etapa presencial da FEBIC, em Santa Catarina, reafirmando o protagonismo da ciência jovem alagoana

A ciência produzida nas salas de aula de Alagoas ganha, mais uma vez, o merecido reconhecimento nacional. Entre 14 e 18 de setembro, a cidade de Joinville (SC) será o epicentro da juventude pesquisadora no país, com a etapa presencial da Feira Brasileira de Iniciação Científica (FEBIC). Reconhecido como o evento mais amplo do gênero, a FEBIC receberá este ano dois projetos de excelência desenvolvidos por estudantes das Escolas SESI Alagoas. A participação das unidades Centro e Benedito Bentes na feira evidencia o papel transformador da experimentação científica para os jovens, em especial no contexto alagoano, em que a educação tecnológica surge como uma poderosa ferramenta de mudança. Em Joinville, os alunos terão o desafio de apresentar o CASCAXI, um inovador isopor sustentável, e o BIOBC Spray, uma tecnologia antimicrobiana natural para a conservação de alimentos.

Organizada pelo Instituto Brasileiro de Iniciação Científica (IBIC) em parceria com instituições públicas e privadas, colaboradores e voluntários, a FEBIC tem uma missão nobre: transformar a curiosidade inerente ao ambiente escolar em iniciação científica real e palpável. Ao integrar estudantes de todas as etapas da educação básica até o ensino técnico e superior, a feira democratiza o saber e fortalece a cultura STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) no Brasil. Mais do que uma grande exposição, a FEBIC ensina os jovens a testar hipóteses, construir protótipos e a analisar os erros como parte fundamental do aprendizado, criando vocações para o futuro e abrindo portas para intercâmbios científicos globais.

Para o SESI Alagoas, fomentar esse ecossistema é parte da aplicação de sua metodologia educacional, que vê o apoio à ciência como ponto vital. “No SESI, a ciência é um dos motores pulsantes do processo pedagógico. Estimular a iniciação científica desde a educação básica é mostrar a esses jovens que eles são plenamente capazes de intervir na realidade e propor soluções para problemas reais da sociedade”, destaca Tássio Paiva, gerente executivo de Educação Básica do SESI Alagoas. “Nosso papel é oferecer a infraestrutura, a capacitação e o encorajamento para que as ideias desses estudantes ganhem o mundo. A ida à FEBIC é o coroamento do esforço diário dos nossos professores e alunos”, reconhece.

Inovação que cruza fronteiras

Nesta edição, a delegação alagoana carrega na bagagem projetos de alto impacto socioambiental, ressaltando o foco da instituição em soluções viáveis e sustentáveis. Pela Escola SESI Centro, os estudantes João Isac Santos Mendonça e Maria Eduarda Ferreira Freire apresentarão o projeto CASCAXI. Sob a orientação da professora Cristiane Nobre, a dupla encontrou uma forma de utilizar os resíduos do abacaxi (Ananas comosus L. Merril) para a fabricação de um isopor sustentável, criando um isolante térmico eficiente e ecologicamente correto. “Ver o brilho nos olhos desses alunos ao conseguir transformar um mero resíduo orgânico em um produto tecnológico viável é a nossa maior recompensa. Eles estão prontos para provar que a inovação ambiental pode e deve nascer dentro do laboratório da escola”, observa Cristiane.

Representando a Escola SESI Benedito Bentes, os jovens Vinicius de Araújo Ferreira Seabra, Letícia Lins de Oliveira e João Victor Santana Martins apostam no BIOBC Spray. Guiados pela professora Francisca Nogueira Martins, os alunos desenvolveram um inovador spray antimicrobiano sustentável formulado a partir de subprodutos agrícolas de coco e bananeira, voltado exclusivamente para a conservação limpa de alimentos. “Nossa pesquisa não apenas soluciona um gargalo prático do setor alimentício, mas ensina aos alunos que a ciência autêntica surge de um olhar atento à natureza. Eles construíram um conhecimento que vai muito além dos muros escolares”, destaca Francisca.

O protagonismo no sul do país não é um território inexplorado para o SESI Alagoas, que já consolidou certa tradição na feira catarinense. Na 9ª edição, realizada em 2024 em Pomerode, os alunos Vinícius Alves de Sá, Guilherme Pietro Costa Alves Santos e Vinícius Roberto Camilo dos Santos, todos do 8º ano do Ensino Fundamental e orientados pelo professor Alef Jordi, conquistaram o 1º lugar em Ciências da Saúde com o projeto Inclupen, uma caneta vibratória revolucionária projetada para estabilizar tremores em pessoas com a doença de Parkinson.

Esse histórico vitorioso pavimentou o caminho para o sucesso da seletiva de 2025, ano em que o SESI emplacou 30 projetos (22 do Benedito Bentes e 8 do Centro), envolvendo 87 estudantes e 13 professores orientadores. Da unidade Centro, o projeto Soundneuro, orientado pela professora Andrea Souza, conquistou o 1º lugar em Ciências da Saúde – Ensino Médio e o 2º lugar no Prêmio IBIC de Excelência em Iniciação Científica. A equipe também recebeu o Prêmio Destaque Melhor Banner e o Prêmio Defesa da Criança e do Adolescente, além de credenciais para representar o Brasil na Genius Olympiad, nos Estados Unidos, e na Mostratec, no Rio Grande do Sul.



Já a unidade Benedito Bentes se destacou com o projeto Retornacoco, orientado pelo professor Alef Marinho, foi premiado com o 2º lugar em Ciências Sociais – Ensino Fundamental, garantindo ainda credencial para participação em uma feira científica no Peru.

A comitiva viajará no domingo, dia 13 de setembro, com retorno previsto para o sábado, dia 19. Independentemente das medalhas que trouxer na volta para casa, a maior vitória já foi conquistada: a certeza de que a juventude de Alagoas, munida de rigor técnico, método científico e paixão, está reescrevendo o próprio futuro em tom de conquista. “Ver essa história continuar é a recompensa que nós, do SESI Alagoas, recebemos. O orgulho é imenso, mas o melhor é constatar que nossas escolas realmente fazem a diferença na formação desses jovens”, resume a diretora de Educação e Tecnologia do SESI SENAI, Cristina Suruagy.

Ascom Sistema Fiea