Literatura Acessível faz roteiro pelo Nordeste com contação de histórias e formação de educadores em Alagoas
O Instituto Incluir iniciou o roteiro do projeto Literatura Acessível por Alagoas com uma programação que combina contação de histórias, distribuição de livros e formação de educadores para o trabalho com literatura inclusiva. A expectativa é de impactar mais de 2.000 pessoas, entre estudantes e educadores. O Literatura Acessível busca ampliar o acesso a histórias que valorizam a diversidade humana e estimular práticas pedagógicas capazes de promover inclusão dentro e fora das escolas. A proposta é que os livros não apenas cheguem às crianças, mas também se tornem ferramentas para o trabalho cotidiano dos educadores.
Cada aluno participante das atividades recebe um exemplar da coletânea de livros publicados pelo Literatura Acessível. A ação, que abrange oito municípios alagoanos, começou nesta segunda-feira, 14/09, em São Luís do Quitunde e seguiu hoje, 15/09, para Rio Largo.
As próximas etapas serão em Marechal Deodoro (17/09) e São Miguel dos Campos (18/09). Em Teotônio Vilela, que receberá o Literatura Acessível no dia 21/09, o projeto tem apoio do Sesc. O roteiro inclui ainda Penedo (23/09), Maceió (24/09) e Pilar (25/09).“Levar o Literatura Acessível a Alagoas é ampliar a possibilidade de que crianças e educadores tenham contato com histórias que apresentam a diversidade humana de forma natural, sensível e transformadora. Nosso objetivo é que cada livro entregue seja também uma oportunidade de diálogo, de aprendizado e de construção de uma escola mais inclusiva”, afirma a fundadora e presidente de honra do Instituto Incluir, Carina Alves.
Livros em diferentes formatos de acessibilidade abordam o tema da inclusão (crédito da foto: divulgação)
Literatura que amplia possibilidades
Criado a partir da inquietação de Carina Alves sobre como transformar histórias de vida em ferramentas de educação, o Literatura Acessível nasceu em 2014 e vem desenvolvendo livros voltados ao público infantojuvenil, com narrativas que abordam inclusão, acessibilidade, empoderamento feminino, educação e respeito à diversidade.
A iniciativa ganhou reconhecimento internacional ao receber o Prêmio Confúcio de Alfabetização, concedido pela UNESCO. O projeto também se destaca por oferecer livros em diferentes formatos de acessibilidade, incluindo Libras, Braille, pictogramas, audiolivro e audiodescrição, ampliando as possibilidades de leitura e participação.
A coleção reúne histórias como A Menina Potiguara, O Menino que Escrevia com os Pés, A Princesa que Tinha um Cromossomo a Mais e O Melhor Amigo da Bengala. As narrativas apresentam personagens com diferentes características e experiências, estimulando o protagonismo, a empatia e o reconhecimento da diversidade.
Sobre o Instituto Incluir
O Instituto Incluir é uma organização da sociedade civil dedicada a ampliar a inclusão e o acesso a direitos a todas as pessoas no Brasil. Criado pela empreendedora social e psicóloga Carina Alves, desenvolve projetos e formações em parceria com escolas, comunidades, empresas e poder público, tendo a educação como eixo estruturante. Entre suas iniciativas estão os programas EsportivaMENTE, Pulsar, Empodera, Incluir nas Comunidades, Brasil Diversidade e Literatura Acessível, este último reconhecido internacionalmente pela UNESCO e pelo governo da China com o Prêmio Confúcio de Alfabetização.
Fonte: Assessoria