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Seminário-oficina debate revitalização do Centro de Maceió

Propostas apresentadas no evento podem definir rumos do Projeto Novo Centro | Beto Macário/ Secom Maceió

Leandro Santiago

Secretários municipais, técnicos da prefeitura, engenheiros e arquitetos se reuniram, nesta sexta-feira (25), no auditório da Faculdade Estácio para o 1º Seminário-Oficina sobre Retrofit no Centro. O evento faz parte do projeto Bloomberg Idea Exchange, que visa identificar e priorizar diretrizes que possam orientar futuras iniciativas de retrofit no Centro de cidades pelo mundo, considerando aspectos urbanos, arquitetônicos, ambientais, sociais, econômicos e institucionais.

A iniciativa é da Prefeitura de Maceió, por meio do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental (Iplam).

Com um pouco mais de dois mil habitantes, o Centro de Maceió é o quinto bairro menos habitado da cidade. "Nossa ideia é inverter a lógica de ocupação das periferias, onde a estrutura muitas vezes não chegou. Queremos fazer com que o Centro volte a ser habitado e as pessoas fiquem mais próximas do local de trabalho, disse o secretário-presidente do Iplam, Alessandro Lemos.

"Queremos criar um caderno de diretrizes para o Projeto Novo Centro. A região pode trazer cultura, habitação e muito mais", destacou Eduarda Leite, diretora técnica do Laboratório de Inovação Urbana do Iplam.

O seminário teve palestras como a da professora de arquitetura da Ufal, Juliana Batista, que ressaltou a importância do retrofit para o meio-ambiente. "Retrofit gera de 50% a 75% menos de carbono que prédio demolido. Por isso é tão importante", disse.

Atualmente, a Lei do Projeto Novo Centro está em tramitação na Câmara de Vereadores de Maceió.