Outubro rosa: fisioterapia contribui para recuperação e qualidade de vida de pacientes
A fisioterapia é uma importante aliada no tratamento do câncer de mama, com atuação em praticamente todas as fases do cuidado. No período pré-operatório, contribui para o preparo físico da paciente. Já no pós-operatório, auxilia no manejo das cicatrizes, na prevenção e no tratamento de edemas, além da recuperação da mobilidade e da funcionalidade dos membros superiores.
De acordo com Bárbara Rose, fisioterapeuta e docente do curso de Fisioterapia da UNINASSAU Maceió, durante a quimioterapia e a radioterapia, a especialidade ajuda a aliviar dores musculares, reduzir rigidez e minimizar outros desconfortos decorrentes dos tratamentos. “De forma geral, o principal objetivo é promover uma recuperação segura, favorecendo a qualidade de vida e o retorno às atividades diárias”, destaca.
A especialista explica que é comum pacientes terem dificuldade para levantar o braço do lado operado, além de rigidez no ombro, dor na região do peito e nas costas. “Também podem surgir o linfedema, que é o inchaço no braço, alterações de sensibilidade na pele e um desconforto por conta das cicatrizes ou drenos. Essas são limitações esperadas no processo, mas com boa recuperação se tiver o acompanhamento certo”.
Para ajudar na recuperação dos movimentos do braço e do ombro, o fisioterapeuta utiliza exercícios de mobilidade, alongamentos e técnicas manuais para favorecer a recuperação funcional do membro afetado. O objetivo é restaurar os movimentos de forma segura e sem dor, permitindo à paciente retomar com autonomia às atividades simples do dia a dia.
A paciente deve iniciar o acompanhamento fisioterapêutico ainda no período pré-operatório, quando são realizadas avaliações e orientações importantes para o processo de recuperação. “Em alguns casos, esse acompanhamento já ocorre durante a internação hospitalar. Quando isso não é possível, a fisioterapia deve ser iniciada após a alta, em ambiente ambulatorial, para auxiliar na reabilitação e no retorno às atividades diárias”, enfatiza Bárbara Rose.
Por meio da associação de técnicas manuais, como a drenagem linfática manual e a liberação miofascial, e de exercícios terapêuticos e recursos analgésicos, a fisioterapia contribui para a redução da dor e do desconforto ao longo do tratamento. “Muitas vezes, a dor está relacionada à tensão muscular e às alterações posturais adotadas pela paciente como forma de proteger a região operada. Com a intervenção fisioterapêutica adequada, é possível aliviar significativamente esses sintomas, recuperar a funcionalidade e proporcionar mais qualidade de vida”, finaliza a professora de Fisioterapia da UNINASSAU Maceió.
Ascom Uninassau Maceió