Uninassau e Almagis promovem debate sobre Inteligência Artificial no sistema de Justiça
A UNINASSAU Maceió promoveu, em parceria com a Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), um simpósio sobre o uso da Inteligência Artificial (IA) no sistema de Justiça, nesta quarta-feira (21). O evento reuniu cerca de 400 estudantes do curso de Direito, que assistiram palestras de juízes, professores e advogado.
De acordo com o coordenador do curso de Direito da UNINASSAU, Vitor Montenegro, a IA não é mais algo do futuro e já está presente na rotina de todos, inclusive na matriz curricular da graduação. “Receber a Almagis para trazer a visão dos magistrados sobre o que eles esperam dos estagiários, futuros assessores e próprios futuros advogados foi muito importante para vermos a inovação acontecendo e, assim, os nossos alunos terem a visão prática dessa nova realidade”.
Segundo o juiz André Parizio, diretor da Escola Judicial da Almagis (EJAL), um dos objetivos foi aproximar a magistratura alagoana do ambiente acadêmico. “Esse evento mostrou a atividade desenvolvida pelo magistrado no dia a dia para os alunos conhecerem as nossas rotinas e como estamos lidando com a Inteligência Artificial na prática. Foi um momento importante da integração da magistratura com a academia”, disse.
A juíza Nathálya Ataide refletiu sobre como o uso da IA pode comprometer o exercício da função jurisdicional. “O paralelo traçado é com a teoria da argumentação de Robert Alexy e a possibilidade de criarmos um modelo seguro para o magistrado. Quando fizer uso dessas ferramentas, é preciso ter um controle da decisão judicial para não ser apenas um chancelador da produção gerada pela IA”.

Segundo o juiz Mário Medeiros, o uso da ferramenta mudou a rotina dos gabinetes. “Uma outra dinâmica foi ditada, aperfeiçoando tanto em termos de quantidade quanto de qualidade o nosso trabalho. Está se tornando algo indispensável na nossa atuação”.
Para Karol Mafra, registradora civil e tabeliã de notas, a atividade notarial e registral tem evoluído com a utilização das novas tecnologias da informação. “É importante, desde o primeiro momento, saber trabalhar com essas inteligências artificiais para viabilizar uma prestação de serviço mais célere, com segurança jurídica e eficiência”, revelou.
Já o professor Denarcy Souza apresentou uma visão crítica sobre o uso de algumas ferramentas de IA. “Minha abordagem foi uma análise sobre a possibilidade ou não, juridicamente, da figura muito decantada dos juízes-robôs, se poderia ou não delegar a uma IA a tomada de decisão e quais seriam os limites dessa atuação no próprio auxílio da construção da decisão judicial”.
Ascom Uninassau Maceió