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Experiência alagoana com painéis de BI é apresentada a corregedorias de todo o país

Servidora Rossane Teixeira, durante palestra no 98º Encoge | Caio Loureiro

A Corregedoria Geral da Justiça de Alagoas (CGJAL) apresentou, nesta quinta-feira (5), durante o 98º Encontro Nacional de Corregedoras e Corregedores da Justiça do Brasil (ENCOGE), as ferramentas de Business Intelligence (BI) utilizadas no acompanhamento do desempenho das unidades judiciárias do estado.

Os servidores Rossane Teixeira e José Diego dos Santos, integrantes da CGJAL, conduziram a exposição durante a plenária geral dos foros judicial e extrajudicial, realizada no Jatiúca Hotel & Resort, em Maceió.

Os painéis foram desenvolvidos pela Divisão de Inspeção, Correição e Monitoramento da CGJAL e reúnem, em um único ambiente, informações sobre a produtividade de varas e juizados. A iniciativa utiliza recursos de inteligência de dados para subsidiar o trabalho correicional, facilitar a identificação de pontos que exigem atenção e orientar a definição de estratégias para cada unidade.

Durante a programação, o presidente do Colégio de Corregedoras e Corregedores da Justiça do Brasil, (CCOGE) desembargador Cláudio Brandão, agradeceu ao corregedor-geral interino da Justiça de Alagoas, desembargador Fábio Ferrario, aos organizadores do evento, como também os parabenizou pela abertura do 98º Encoge realizada na quarta (4).

"A partir dos debates pelas diversas equipes formadas, nós vamos tirar, amanhã, nossas conclusões e deliberações. Vamos dar início, efetivamente, aos nossos trabalhos", disse o presidente do CCOGE.

O desembargador Fábio Ferrario agradeceu a presença e o prestígio das corregedoras e dos corregedores que participam do 98º ENCOGE, destacando a satisfação do estado de Alagoas e da Corregedoria Geral da Justiça em sediar o evento e receber representantes de todo o país.

Ferrario também ressaltou o empenho da equipe da CGJAL na organização do encontro, destacando o cuidado dedicado a cada detalhe. Por fim, deu as boas-vindas aos magistrados, delegatários e demais integrantes dos sistemas judicial e extrajudicial, afirmando que é uma alegria para Alagoas acolher todos os participantes.Dados que orientam as inspeçõesAs ferramentas organizam informações extraídas dos sistemas processuais em gráficos e tabelas, permitindo acompanhar indicadores como o Índice de Atendimento à Demanda (IAD), a quantidade de processos em andamento, feitos sem movimentação, ações pendentes de julgamento há mais de dez anos e o cumprimento das Metas Nacionais do Poder Judiciário, estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Além de facilitar a visualização dos dados, os painéis substituem levantamentos manuais e tornam mais ágil o diagnóstico da situação de cada unidade. Com base nessas informações, a Corregedoria pode elaborar planos de trabalho individualizados, considerando o volume de processos, o perfil das demandas e a estrutura disponível.

Rossane Teixeira e José Diego dos Santos, servidores Corregedoria da Justiça alagoana. Foto: Caio Loureiro

A proposta é fortalecer uma atuação correicional preventiva e orientadora, com definição conjunta de prioridades, ações e prazos entre a Corregedoria e as unidades judiciárias. O acompanhamento dos indicadores também permite avaliar os resultados e ajustar as estratégias quando necessário.

Os juízes auxiliares da área judicial da Corregedoria, Kleber Borba e Geneir Marques, agradeceram ao desembargador Fábio Ferrario pela confiança estabelecida e destacaram que a iniciativa busca dinamizar os serviços e aprimorar as atividades desenvolvidas pelas unidades judiciárias.

“Hoje, com poucos cliques, as unidades judiciárias conseguem acompanhar as metas nacionais e visualizar o desempenho em cada uma delas. Isso facilita o trabalho de magistrados e servidores e permite uma atuação mais estratégica e eficiente”, destacou o juiz Kleber Borba.

“Conseguimos identificar os gargalos e as dificuldades enfrentadas por cada unidade judiciária, considerando suas particularidades, e reunir essas informações em um painel. A ferramenta não serve apenas para acompanhamento e monitoramento, mas, principalmente, para oferecer aos magistrados e às diretorias de secretaria condições de trabalhar, junto às suas equipes, para alcançar o padrão de excelência que todos desejamos para o Judiciário alagoano", explicou o juiz Geneir Marques.

Programação reúne especialistas de diferentes áreasA apresentação da CGJAL abre a sequência de palestras da plenária geral, que começa às 8h, no Auditório Jatiúca. Na sequência, o jurista Nestor Távora abordou os acordos em um novo paradigma de Justiça Penal.

O juiz Artur Gustavo Azevedo do Nascimento, do Rio de Janeiro, também discutiu a governança da inteligência artificial nas serventias extrajudiciais e o papel das Corregedorias nesse processo.

A programação seguiu com o desembargador Anderson Máximo de Holanda, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), e representantes das diferentes regiões do Brasil, que debateram o Fórum Fundiário Nacional como instrumento de governança, cooperação e pacificação social.

Encerrando as apresentações da manhã, o auditor-fiscal da Receita Federal Alessandro Martins dos Santos Rocha ministrou palestra sobre o Projeto Cartórios e o papel das Corregedorias na consolidação de uma agenda nacional de transparência, governança de dados e conformidade tributária no segmento extrajudicial.

A programação do 98º ENCOGE pode ser conferida aqui.

Confira fotos do ENCOGE.


Ascom CGJ/AL