Covarde?...
... pela movimentação, não. Mas, na política, o item PRAZO é respeitado por todos. E ele só acaba em 5 de agosto, último dia para as convenções partidárias e registro das candidaturas.
Em 26 de janeiro deste ano publiquei, aqui, um texto com a seguinte manchete: Quem abrir será o grande covarde. Foi uma provocação a JHC e Renan Filho, porque o bastidor político não acreditava na disputa, que muitos chamam de clássico das urnas.
Ao que parece, pela movimentação de ambos, não há como evitar o confronto. Agora, mais do que nunca, quem abrir será, de fato e por direito dos eleitores, políticos e xeleléus, um covardão (sic).
Com JHC e Renan Filho nas urnas, a Democracia se fortalece. O que não significa que tenhamos uma campanha limpa. Vem aí – PODE ANOTAR – uma campanha suja, sem regra e contra os princípios democráticos, do tipo: pau que dá em Chico dá em Francisco.
Eu nunca acreditei no tal acordo de Brasília. E justifiquei: quem, em sã consciência, acreditaria que JHC cumpriria um acordo com os Calheiros? Poucos sabem, mas apanhei dos xeleléus de ambos. Sim, JHC também tem xeleléus.
O que JHC fez, poucos tinham a coragem de fazer. É fato, notório e indiscutível, que ele conversou com Renan Filho, por mais de uma vez. Foi uma jogada estratégica ousada. Na política, todos sabem (e sabiam antes) que JHC nunca foi de Direita (nem de Esquerda). Ele é do JHC Politic Club. Entrar no PL, aos 45min do segundo tempo, nas eleições de 2022, foi outra estratégia ousada.
Agora, quando se aproxima o timing final desta corrida (ainda maluca), JHC tem dois compromissos a resolver: com Arthur Lira e Alfredo Gaspar. Neste caso, sim, um pulo fora do combinado pode gerar o que o lado adversário precisa. JHC não é favorito ao Governo, mas Renan Filho também não é.
Que venham as urnas! O eleitor, os políticos e os xeleléus esperam pelo confronto direto entre os dois, indiscutivelmente testados e aprovados nas urnas e nas respectivas administrações. A vantagem para Renan Filho é que ele tem imunidade até 2030. Este trunfo, só ele tem.
Vamos lá, guerreiros (narigudos)! Quem abrir – porque ainda há tempo – não será mais o Grande covarde, mas o maior covarde de todos os tempos da história política das Alagoas.
Detalhe conhecido: a política tolera a traição, mas não perdoa a covardia.