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Missão técnica da Defesa Civil de Maceió fortaleceu resposta a desastres em Juiz de Fora

Agentes realizando voo de drone para utilização do sensor LiDAR | Assessoria

Luís Eduardo Ramalho (estagiário)

A Defesa Civil de Maceió integrou uma força-tarefa nacional em Juiz de Fora/MG para mapear deslizamentos de encostas provocados pelas fortes chuvas que atingiram o município em fevereiro deste ano.

A ação foi realizada com o objetivo de obter suporte técnico para mapeamento preliminar das áreas atingidas. O município mineiro encontrava-se em estado de calamidade pública e em fase de recuperação e planejamento de intervenções estruturais.

A missão reuniu profissionais de diferentes áreas técnicas e níveis de governo. Representando a Defesa Civil de Maceió, participaram o geógrafo Antônio Rodrigues, o engenheiro agrimensor Gabriel Rosemberg e o agente de redução de risco, Pedro Neto. A equipe atuou em articulação com os técnicos locais e da Defesa Civil Nacional.

Durante a operação, foi utilizado o sensor LiDAR, tecnologia capaz de realizar o escaneamento tridimensional do relevo com alta precisão. O método permitiu a geração de modelos digitais de terreno, fundamentais para subsidiar análises geotécnicas, hidrológicas e de engenharia. Grande parte das áreas vistoriadas apresentava risco muito elevado, com trechos interditados ou evacuados preventivamente, o que inviabilizava a realização de levantamentos topográficos convencionais devido à instabilidade do terreno e às restrições de acesso.


De acordo com o geógrafo Antônio Rodrigues, o apoio entre municípios é essencial em cenários de desastre. “A atuação rápida e integrada da Defesa Civil, nas esferas nacional, estadual e municipal, é fundamental para garantir respostas emergenciais eficazes e dar início ao processo de reconstrução das áreas atingidas”, destacou.

A aplicação do sensor LiDAR nas ações de campo representa um avanço significativo na capacidade técnica da Defesa Civil de Maceió, ao possibilitar levantamentos de alta precisão mesmo em áreas de difícil acesso e elevado risco. O domínio dessa tecnologia fortalece a atuação dos profissionais envolvidos, qualificando ainda mais o corpo técnico para o desenvolvimento de estudos complexos e para o planejamento de intervenções mais assertivas em cenários de desastre.