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Começa operação para monitorar o Rio Mundaú no período de cheia

Serviço Geológico do Brasil opera o Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Mundaú e gera previsões para os municípios União dos Palmares e Murici | Izael Nascimento

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) iniciou, nesta semana, a operação especial de 2026 do Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) da Bacia do Rio Mundaú , que contempla municípios de Alagoas. A ação tem como objetivo monitorar o comportamento dos rios e emitir informações sobre o aumento dos níveis de água, contribuindo para a prevenção e redução dos impactos de cheias e inundações.

Até agosto de 2026, o SGB realizará plantios, durante o período de chuvas, para acompanhar em tempo real e gerar compensações dos níveis para União dos Palmares e Murici. Também são monitoradas as estações de Correntes, Santana do Mundaú, Palmeirinha, Canhotinho, São José da Laje e Rio Largo.

O SGB irá transmitir, semanalmente, um boletim com informações sobre os níveis dos rios nas estações fluviométricas. No último dia da semana, o material será enviado à sala de alerta da Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh-AL), Defesa Civil e prefeituras dos municípios da bacia. Além destes níveis, o boletim informa sobre a cota de alerta e de inundação de algumas estações da bacia.

A operação especial do SAH é realizada anualmente entre abril e agosto, período de maior incidência de chuvas na região da bacia do rio Mundaú. O monitoramento é feito em tempo real por meio da plataforma do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE) , que disponibiliza informações atualizadas para apoio às prefeituras, defesas civis e órgãos gestores de recursos hídricos.

Entenda as cotas

Por meio das chamadas “Cotas de Referência”, o SGB informa sobre os impactos associados aos níveis dos rios.

Cota de Atenção: indica possibilidade moderada de ocorrência de inundação;

Cota de Alerta: indica possibilidade elevada de ocorrência de inundação. Nessa situação, o monitoramento é intensificado. A partir dessa cota, a orientação é que o município acompanhe os níveis registrados nas réguas das estações fluviométricas. O Serviço Geológico do Brasil também inicia a emissão de boletins de alerta, com informações sobre a evolução do nível do rio e a possibilidade de uma cota de inundação ser ultrapassada.

Cota de Inundação: indica o nível em que o primeiro dano é distribuído no município

Em todo o país, o SGB opera 19 Sistemas de Alerta Hidrológico (SAH). São mais de 10 milhões de pessoas beneficiadas, em mais de 100 municípios atendidos.

Parceria com a ANA

O monitoramento dos rios é feito a partir de estações telemétricas e convencionais, que fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O SGB opera cerca de 80% das estações. A RHN é uma base de conhecimento hidrológico, fornecendo informações para os sistemas de prevenção de desastres, dimensionamento de estruturas de aproveitamento de recursos hídricos, gestão de recursos hídricos e pesquisas. As informações disponíveis estão na plataforma SACE .

Fonte: Serviço Geológico do Brasil