Secti realiza visita técnica a comunidade quilombola para discutir programas na área de tecnologia
Geysa Miranda
A Secretaria da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti) esteve, nesta quinta-feira (23), na comunidade Tabacaria, em Palmeira dos Índios, para realizar parcerias e levar mais tecnologia a comunidades formadas por descendentes de negros.
A visita do assessor técnico de Desenvolvimento Científico, Dielson Silva, e da assessora especial, Ramanna Soares, teve como objetivo conhecer de perto a realidade da comunidade quilombola e identificar demandas que possam ser atendidas por meio de políticas públicas voltadas à inovação, inclusão digital e desenvolvimento sustentável, tendo como premissa a valorização dos territórios quilombolas como espaços de produção de conhecimento e inovação social.
Os representantes da Secti conversaram com lideranças locais e moradores, ouviram sugestões e discutiram a realização de ações conjuntas. Entre os temas abordados, está a capacitação tecnológica para jovens e adultos, uma proposta que o Governo de Alagoas já vem realizando de forma gratuita em mais de dez municípios, por meio de cursos profissionalizantes na área de CT&I.

Para Ramanna Soares, a proposta é estruturar projetos que integrem ciência e tecnologia às atividades já desenvolvidas no território. “A aproximação com essas comunidades tradicionais é fundamental para garantir que o avanço tecnológico aconteça de forma inclusiva, respeitando as especificidades culturais e promovendo oportunidades para todos”, afirmou Ramanna.
“Esses jovens trarão um novo olhar aos projetos, o olhar da vivência na comunidade, e isso é muito importante na construção do nosso trabalho e no programa novo que pretendemos lançar que é o Programa Fomentar a Ciência Quilombola - Integrar Saberes, Territórios e Tecnologia”.
Sobre a comunidade Tabacaria
A comunidade Tabacaria é reconhecida como remanescente de quilombo e tem papel importante na preservação da cultura e da história afro-brasileira em Alagoas. Recentemente, o território conquistou a titulação definitiva de suas terras, um marco significativo para o fortalecimento da identidade e da autonomia das famílias que vivem na região.
A economia é baseada em atividades rurais, como agricultura de subsistência, criação de animais e piscicultura. Atualmente abriga mais de 400 famílias.