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Perdeu a carteira de vacinação? Saiba como recuperar o histórico

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Perder a carteira de vacinação pode gerar uma dúvida comum: como saber quais vacinas já foram tomadas e quais ainda precisam ser atualizadas? Embora o documento físico seja importante, a ausência dele não significa necessariamente que todo o histórico foi perdido. Existem diferentes caminhos para tentar recuperar os registros e verificar a situação vacinal.

De acordo com João Antônio Brito Porto, enfermeiro e coordenador do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, o primeiro passo é procurar uma unidade de saúde. “Antes de considerar que todas as vacinas foram perdidas, é importante verificar se existe algum registro nos sistemas de informação ou na unidade onde a pessoa foi vacinada. Com esses dados, a equipe consegue avaliar o histórico e identificar possíveis doses que ainda precisam ser realizadas”, explica.

Procure a unidade de saúde onde recebeu as vacinas

Se a pessoa sabe onde costumava se vacinar, pode procurar a própria unidade para verificar se existem registros das doses aplicadas. Isso pode ser especialmente útil para quem recebeu vacinas recentemente ou manteve o acompanhamento sempre no mesmo serviço de saúde.

Verifique os registros digitais

Outra possibilidade é consultar os registros de vacinação disponíveis nos canais digitais oficiais de saúde. Dependendo do histórico e da integração dos sistemas, algumas doses podem aparecer no Meu SUS Digital, aplicativo oficial do Ministério da Saúde.

Para consultar, é necessário acessar o aplicativo com a conta gov.br e verificar os registros disponíveis na área relacionada à vacinação. No entanto, a ausência de uma vacina no aplicativo não significa necessariamente que a pessoa nunca tenha recebido aquela dose. Registros antigos podem não estar disponíveis digitalmente ou ainda não ter sido integrados ao sistema.

Caso a pessoa identifique que uma vacina já recebida não aparece no Meu SUS Digital, é importante procurar a unidade de saúde onde a dose foi administrada para solicitar a verificação e, quando necessário, a correção ou atualização do registro. Esse procedimento deve ser realizado pelo serviço de saúde responsável, pois o cidadão não consegue alterar diretamente essas informações no aplicativo.



E se não houver nenhum registro?

Essa é uma das situações que mais geram dúvidas. Quando a pessoa perdeu a carteira e também não consegue localizar nenhum registro, não é recomendado simplesmente escolher as vacinas e repetir doses por conta própria. A orientação é procurar uma unidade de saúde. A equipe de vacinação avaliará a idade, o histórico disponível, as vacinas indicadas para aquele momento e outras características individuais para definir a conduta.

“Quando não há comprovação da vacinação anterior, a equipe de saúde precisa avaliar cada caso. Dependendo da vacina e da situação da pessoa, pode ser necessário iniciar ou completar um esquema vacinal. O importante é não deixar de procurar orientação por não ter a carteira em mãos”, explica o professor.

É perigoso tomar uma vacina novamente?

Essa é outra preocupação frequente de quem perdeu o comprovante. “Algumas vacinas possuem esquemas específicos, intervalos mínimos entre doses e indicações diferentes conforme a idade e as condições de saúde. Por isso, não é recomendável tomar uma dose adicional apenas para ‘garantir’ que está protegido, sem antes conversar com um profissional de saúde”, esclarece Joao Antônio.

O enfermeiro explica que todas as fases da vida merecem atenção ao cumprimento do quadro vacinal, mas, gestantes, pessoas com condições clínicas específicas, indivíduos imunocomprometidos e outros grupos com recomendações especiais podem necessitar de esquemas ou imunobiológicos diferenciados.

“É importante entender que a carteira de vacinação não é apenas um documento para guardar. Ela permite acompanhar a proteção contra diferentes doenças ao longo da vida. Por isso, depois de atualizar o esquema, é fundamental guardar o registro e, sempre que possível, manter também o acompanhamento pelos canais digitais”, orienta o especialista.

Fonte: Assessoria