Você já ouviu falar em morte súbita cardíaca? Condição afeta uma em cada quatro pessoas ao longo da vida
As arritmias cardíacas podem acometer uma em cada quatro pessoas ao longo da vida e são responsáveis por cerca de 300 mil mortes súbitas todos os anos no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC).
De acordo com o cardiologista da Unimed Maceió, Clênio André Jaques, arritmia é uma alteração no ritmo normal do coração, que pode bater muito rápido (taquicardia), muito devagar (bradicardia) ou de forma irregular. “Acontece quando há falhas na condução elétrica do coração. Podem surgir em pessoas com doença cardíaca estrutural, após um infarto, com distúrbios eletrolíticos, uso de certos medicamentos, consumo excessivo de álcool, cafeína ou drogas, ou até em situações de estresse intenso”, explica.
Muitas arritmias são assintomáticas. Mesmo assim, elas podem ser detectadas em exames de rotina, como eletrocardiograma (ECG), Holter de 24h ou monitorização prolongada. “É importante estar atento a sinais indiretos, como quedas de pressão sem explicação, tonturas ocasionais, lapsos de consciência ou fadiga inexplicável”, orienta.
Os sintomas mais comuns são palpitações — sensação de batimentos acelerados, fortes ou irregulares —, tontura ou desmaio, falta de ar, dor ou desconforto no peito e cansaço excessivo. Em casos mais graves, pode haver perda súbita da consciência e até parada cardíaca. Conforme o especialista, um bom estilo de vida desempenha um papel fundamental na prevenção e redução do risco.
Entre as principais medidas estão o controle da pressão arterial, do colesterol e do diabetes; a evitação do tabaco, do álcool em excesso e de drogas estimulantes; a prática regular de atividade física; a manutenção do peso adequado; a adoção de uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes; o controle do estresse e do sono, além do acompanhamento médico regular, principalmente para quem tem histórico familiar ou sintomas suspeitos.

Morte súbita: o susto que pode ser evitado
A morte súbita cardíaca é uma das consequências mais graves das arritmias e ocorre quando o coração deixa de bombear sangue adequadamente, levando à perda de consciência e colapso em segundos. Segundo o Dr. Clênio André Jaques, essa situação pode atingir pessoas aparentemente saudáveis e, muitas vezes, é o primeiro sinal da doença.
“Infelizmente, em alguns casos, a parada cardíaca é o primeiro sinal. Isso ocorre porque certas arritmias perigosas podem se desenvolver sem sintomas prévios perceptíveis. No entanto, em muitos pacientes, há sinais prévios sutis, como palpitações, desmaios ou desconfortos leves, que acabam sendo ignorados. Por isso, avaliar qualquer sintoma estranho e manter check-ups regulares é fundamental.”
Ele esclarece que a morte súbita é mais comum em pessoas com doenças cardíacas estruturais conhecidas, como cardiomiopatia, infarto prévio ou insuficiência cardíaca, mas pode, sim, ocorrer em pessoas aparentemente saudáveis, especialmente quando há alterações genéticas, como síndrome do QT longo, Brugada ou Wolf-Parkinson-White, ou em situações extremas, como uso de drogas, desidratação severa e esforço intenso. “Por isso, avaliações preventivas e investigação familiar são importantes, mesmo para quem se considera saudável”, conclui Dr. Clênio André Jaques.
Fonte: Algo Mais Comunicação Corporativa