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Com 79% das famílias endividadas em 2026, reserva financeira ganha importância para evitar novas dívidas

Planejamento reduz dependência de crédito de alto custo e favorece negociações mais equilibradas

A prática de guardar dinheiro, frequentemente associada apenas à disciplina, ainda é um obstáculo para grande parte dos brasileiros. Apesar da intenção de criar uma reserva para emergências, viagens ou compras de maior valor, o peso das despesas fixas, as taxas de juros elevadas e a cultura do consumo imediato acabam comprometendo qualquer tentativa de organização financeira.

Dados recentes da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), indicam que cerca de 79% das famílias brasileiras iniciaram 2026 endividadas, o maior patamar da série histórica para o período. O índice corresponde a quase metade da população adulta do país e reflete os efeitos do encarecimento do custo de vida, do crédito oneroso e da dificuldade de manter as finanças equilibradas.

O padrão de consumo também ajuda a explicar esse contexto. Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil aponta que 62% dos brasileiros admitem realizar compras por impulso pela internet. Entre eles, 40% reconhecem ter gastado além do que podiam, enquanto 35% contraíram dívidas ou atrasaram o pagamento do cartão de crédito e de contas essenciais em decorrência dessas aquisições.

Nesse cenário, poupar passa a ser uma estratégia indispensável para romper ciclos de endividamento e conquistar maior estabilidade. Ainda assim, muitos consumidores não sabem como iniciar esse processo ou acreditam que formar reserva é um privilégio restrito a quem possui renda mais elevada.

Para Rodrigo Mandaliti, presidente do IGEOC (Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança), a educação financeira é determinante para transformar a intenção em resultado. “Pequenas mudanças de comportamento, como compreender receitas e despesas, estabelecer prioridades e definir metas, podem gerar impacto significativo no equilíbrio das contas da família”, afirma.

O primeiro passo é ter clareza sobre os próprios gastos e adotar uma rotina de controle financeiro. Registrar todas as entradas e saídas, inclusive despesas de baixo valor, permite identificar excessos e oportunidades de ajuste. A definição de objetivos mensuráveis, como reservar um valor mensal para emergências, também contribui para manter a disciplina ao longo do tempo. Além disso, reduzir desperdícios, evitar compras não planejadas e manter compromissos em dia ajudam a abrir espaço no orçamento e a construir uma reserva de forma consistente.

Segundo Mandaliti, a organização financeira traz reflexos positivos não apenas para o consumidor, mas também para o mercado. “Quem possui planejamento tende a recorrer menos a linhas de crédito com taxas elevadas em situações emergenciais, reduzindo o risco de inadimplência e favorecendo relações mais sustentáveis com empresas e instituições financeiras”, conclui.

Criar o hábito de economizar e estruturar o orçamento para imprevistos não é apenas uma orientação prudente é uma ferramenta de proteção financeira. A construção de uma reserva começa com ajustes simples, mas seus efeitos se refletem em mais tranquilidade, autonomia e uso responsável do crédito.

Sobre o IGEOC

Com 18 anos de atuação, o Instituto GEOC e suas 33 associadas se diferenciam no mercado pelas soluções inovadoras, atendimento humano qualificado e pelo incessante investimento em tecnologias, na busca ininterrupta pelas melhores práticas, representando e lutando pelo segmento em diversas instâncias. As associadas do IGEOC atuam em diversos segmentos, como cartões de crédito, consórcio, educação, produtos bancários para pessoa física e jurídica, veículos, utilities, grandes redes de varejo, cobrança mercantil, com abrangência em todo território nacional.


Fonte: Assessoria