Formação promovida pela Esmal aborda caminhos para um Judiciário livre de assédio e de discriminação
Artur Henrique
Nesta terça-feira (28), a Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal) realizou o curso “Assédio nas Relações de Trabalho”. A formação, voltada para servidores e magistrados servidores do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), foi ministrada pela analista judiciária Andrea Santa Rosa, que é mestra em Direito e integra as coordenadorias da Mulher e de Direitos Humanos da instituição.
O curso ocorreu em formato virtual, via plataforma Zoom, e foi dividido em dois períodos: das 8h às 12h e das 14h às 18h. Responsável por conduzir as atividades, Andrea Santa Rosa detalhou conceitos fundamentais e exemplificou condutas que caracterizam o assédio.
“Tratamos tanto dos conceitos de assédio quanto de discriminação. Abordamos exemplos de condutas, riscos psicossociais, saúde mental no trabalho e estratégias para lidar com conflitos e evitar situações de assédio”, explicou a docente.
Durante a formação, a mestra em Direito também destacou o combate a discriminações raciais, misóginas, LGBTfóbicas, etaristas e capacitistas. Segundo a palestrante, priorizar essas pautas torna o Poder Judiciário um ambiente mais acolhedor.
“É um debate amplo entre aqueles que fazem o Judiciário, para que possamos construir um ambiente de trabalho mais saudável, seguro e produtivo. O objetivo é preservar a saúde das pessoas e oferecer uma melhor prestação jurisdicional para a sociedade”, afirmou Andrea.
A iniciativa visa habilitar gestores e equipes do TJAL para reconhecer e gerir situações de assédio moral, sexual e preconceito, focando em práticas de prevenção e no aprimoramento das competências interpessoais.
A servidora Iranilda de França, participante da capacitação, comentou que o aprendizado promoveu uma evolução profissional e pessoal. Para ela, as situações apresentadas geraram reflexões profundas.
“No decorrer do curso, fui surpreendida com informações que me deixaram em estado de reflexão, pois reconheci situações em que estive inserida tanto de forma ativa quanto passiva, muitas vezes por falta do conhecimento que adquiri hoje”, relatou a servidora.