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Maceió/Al, 12 de dezembro de 2018

Direitos Humanos

19/09/2018 às 10:46

Roda de terapia comunitária discute formas de ajudar na prevenção ao suicídio

Roda de terapia fez parte da programação do Setembro Amarelo. Foto: Renner Boldrino Roda de terapia fez parte da programação do Setembro Amarelo. Foto: Renner Boldrino

Pedro Ivon – estagiário de Jornalismo

Como parte da programação do Setembro Amarelo na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foi realizada uma Roda de Terapia Comunitária com o tema Vivência de terapia comunitária integrativa e suas interfaces na prevenção ao suicídio. A atividade foi realizada no auditório Núcleo de Estudos de Saúde Pública (Nusp), na Escola de Enfermagem e Farmácia. A roda teve Vagna da Silva como facilitadora e contou com três participantes, Maria Lucimeire, Rita Teixeira e Edvânia Rocha. Todas com experiência em Terapia Comunitária Integrativa (TCI).

De acordo com a terapeuta Vagna, a atividade “visa acolher as pessoas a partir das partilhas de vivência. Dentro das suas dificuldades elas ressignificam. Então, elas aprendem a buscar no outro respostas para suas dificuldades, respostas para suas vidas”. As integrantes conversaram sobre as causas que podem levar ao suicídio e como as pessoas podem ser ajudadas.

Maria Lucimeire, integrante da roda, ressaltou a importância da família, afirmando que é preciso prepará-la para o caso de algum membro sofrer de tendências suicidas. A facilitadora da roda, entretanto, disse que é preciso não somente trabalhar a família, mas também fazer com que as pessoas possam buscar ajuda além dela, em outros membros da sociedade. “A estrutura da família está quebrada”, afirmou Vagna, dizendo em seguida que as raízes do suicídio são socioeconômicas.

Durante a conversa foi ressaltado que muitas vezes uma pessoa pode cometer suicídio porque não foi ouvida por alguém e por isso é importante não julgar ou reprimir alguém. A terapeuta ainda reforçou a ideia de falar cada vez mais sobre o tema para atrair mais soluções. A roda trouxe algumas técnicas utilizadas pelas integrantes em outros grupos de terapia comunitária, como dinâmicas para deixar as pessoas mais autônomas e para perceberem a importância do outro. Também foram feitos relatos de problemas que causavam angustia nas participantes. 





Fonte: Ascom Ufal

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