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Maceió/Al, 23 de setembro de 2018

Economia

13/06/2018 às 17:13

Copa: 17,5% dos alagoanos devem consumir produtos em decorrência do mundial

Desempenho está abaixo da média nacional de 24,0%. Pesquisa foi desenvolvida pela Confederação Nacional do Comércio Desempenho está abaixo da média nacional de 24,0%. Pesquisa foi desenvolvida pela Confederação Nacional do Comércio

Faltando poucos dias para o início do Mundial de Futebol da Rússia, pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revela que, em Alagoas, 17,5% da população irá comprar algum produto em decorrência da Copa e para 82,4% não haverá mudança de rotina devido ao período (não demandando nenhum produto em função disto).

Os itens mais procurados serão os alimentos e bebidas (12,1%), seguido pelos itens de vestuário (2,8%) e os televisores (1,5%). Do universo de 17,5% da população alagoana que pretende participar ativamente, 40,5% indicaram que gastarão entre R$ 101 a R$ 200; 26% desembolsarão mais de R$ 300; 22,1%, até R$ 100; enquanto 11,5% devem gastar entre R$ 201 a R$ 300.

Analisando estes percentuais, o assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Felippe Rocha, estima que os gatos médios serão de R$ 177,98. “Considerando a população que trabalha, segundo os dados do CAGED, pelo menos 61 mil pessoas vão participar desse consumo, o que equivale dizer que, durante o período de copa circulará cerca de R$ 10.876.078,37”, avalia.

O economista lembra que, durante a Copa, empresários, trabalhadores e consumidores se unem para assistir aos jogos, ocorrendo paralisações temporárias em alguns locais de trabalho e aumentando a demanda do setor de serviços. “É um período que intensifica o consumo em bares, restaurantes e churrasquinhos, mas também movimenta depósitos de bebidas e a venda de alimentos, já que há um público que prefere assistir aos jogos em casa ou na residência de amigos”, reforça Felippe. 

De acordo com o levantamento da CNC, 90,8% dos entrevistados disseram que comprarão os produtos em lojas físicas, enquanto 9,2% optarão pela internet. Por isso, segundo o especialista, esse é um indicador de alerta para que os empresários destes setores que serão mais procurados estejam com seus estabelecimentos preparados para o aumento da demanda repentina. Para 68,3%, a forma de pagamento será à vista. Já para 31,7%, as compras serão parceladas.

Panorama nacional

O desempenho de 17,5% do consumo alagoano durante a Copa está abaixo da média nacional, quando 24,0% das famílias brasileiras apresentam intenção de consumir itens relacionados ao Mundial de Futebol de 2018; percentual que representa menos da metade dos registros de intenções de consumo às vésperas da Copa realizada no Brasil em 2014 (50,1%). O levantamento da CNC foi realizado em todas as capitais do país e suas respectivas regiões metropolitanas, entrevistando cerca de 18 mil consumidores.

Naturalmente, além do menor envolvimento da população com o próximo Mundial a se realizar no exterior, as condições de consumo em 2018 ainda se encontram menos favoráveis do que há quatro anos.

A despeito de país já ter deixado para trás o processo recessivo, a recuperação da economia e do consumo segue lenta e sujeita a oscilações. No trimestre encerrado em abril de 2014, por exemplo, a taxa de desemprego no Brasil era de 7,1% da população economicamente ativa, contra os 12,9%, recentemente divulgados através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Igualmente, a taxa média de juros cobrada dos consumidores na concessão de crédito, atualmente em 55,0% ao ano, era de menos de 47,9% às vésperas do Mundial realizado no Brasil.

Os produtos mais procurados deverão ser alimentos e bebidas (9,9%), itens de vestuário masculino, feminino e infantil (7,5%) e aparelhos televisores (4,3%). Em todos esses casos, entretanto, as intenções atuais de gastos se mostraram menores do que aquelas relatadas antes da Copa passada (21,5%, 14,3% e 13,3%, respectivamente).

No plano regional, as maiores intenções de consumo de alimentos e bebidas foram relatadas em São Luís (30,7%) enquanto que os consumidores de Boa Vista (23,3%) e Manaus (12,6%) estão os mais propensos a consumir itens de vestuário e televisores, respectivamente.

A maioria (51,6%) daqueles que pretendem consumir deve gastar pelo menos R$ 200,00, sendo que, 39,2% declararam intenções de consumir mais de R$ 300,00. Entre as famílias com renda mensal superior a dez salários mínimos, o gasto médio acima de R$ 300,00 representa mais da metade (50,6%) do universo pesquisado. As famílias desta faixa de renda, entretanto, correspondem a menos de 16% do universo pesquisado.

Quanto às modalidades de aquisição, a maior parte dos consumidores (83,8%) deverá se dirigir às lojas físicas, especialmente aqueles que integram o estrato de famílias com renda média mensal menor ou igual a dez salários mínimos (85,6%). O varejo virtual ainda não representa 5% do faturamento anual do comércio brasileiro.

Segundo 63,6% dos entrevistados, os gastos serão pagos à vista, sendo ainda mais frequentes entre os consumidores da faixa de renda mais elevada (70,9%). Curitiba (83,0%), Boa Vista (72,9%) e São Paulo (72,1%) destacam-se das demais áreas na incidência de pagamentos à vista.

Fonte: Ascom CNC 

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