OPINIÃO E INFORMAÇÃO Facebook Twitter
Maceió/Al, 07 de abril de 2020

Geral

20/02/2020 às 18:54

Programa de infarto do HGE já garantiu mais de 5 mil procedimentos em Alagoas

Cardiologista Clênio Jaques ressalta que agilidade no socorro a infartados é fundamental - Olival Santos Cardiologista Clênio Jaques ressalta que agilidade no socorro a infartados é fundamental - Olival Santos

Neide Brandão

Uma viagem de férias que quase termina de forma trágica para a professora aposentada de Porto Alegre (RS) Maria de Lourdes Felini Barroso, 78 anos. Ela teve um infarto no segundo dia de passeio em Maceió e foi na Hemodinâmica do Hospital Geral do Estado (HGE) que realizou os procedimentos de emergência e teve a vida salva.

Maria de Lourdes relata que, em agosto de 2019, sentiu um desconforto após um passeio e foi levada por amigos até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Trapiche e, em seguida, encaminhada para o HGE. “Fiquei encantada com o pronto atendimento do SUS em Alagoas. Maceió tem uma cardiologia excelente, médicos, enfermeiros, todos com uma dedicação sem igual. Senti-me amparada, mesmo longe de casa e dos familiares. Estou viva graças à assistência recebida e não vejo a hora de voltar para curtir a cidade e visitar os profissionais que me acolheram tão bem”, comemora.

Assim como ela, o rodoviário Lúcio Mário Correia, 44 anos, mesmo com plano de saúde, também realizou procedimentos na Hemodinâmica do HGE. Ele foi submetido a um cateterismo e angioplastia, com a colocação de três stents. “Não identificaram que eu estava sofrendo infartos. Meu sofrimento durou quase uma semana, entre idas e vindas à emergência do plano [de saúde]. Diziam que eu tinha gastrite, úlcera, que era psicológico e até desenganado fui. Segundo eles, tinha um tumor em estado terminal no pulmão”, descreveu.

Com dor insuportável e não conseguindo assistência na rede privada, ele buscou o HGE. “Sinceramente, eu fiquei surpreso com o acolhimento. Já na entrada, a médica cogitou o infarto e pediu exames específicos. Fui encaminhado para a área de cardiologia e o médico me explicou, de forma sincera e muito humana, que eu vinha sofrendo infartos há alguns dias e precisava de um procedimento de emergência e outro, posteriormente. Estou vivo graças ao atendimento em saúde do serviço público alagoano. E falo isso com muito orgulho, porque já fui um crítico feroz a ele”, afirmou.

 Hemodinâmica do HGE é divisor de águas na colocação de stent e realização de cateterismo (Fotos: Carla Cleto e Olival Santos)

O médico cardiologista Clênio Jaques, responsável pelos procedimentos de ambos os pacientes, explicou que, no caso de Lúcio, o infarto já estava evoluído, com mais de 12 horas de duração. “Conseguimos identificar que tinha uma artéria obstruída, a principal artéria, e tratamos com três stents. Posteriormente, ele fez uma segunda etapa, em outra artéria, que também estava com uma obstrução importante, mas não tinha sido a causadora dos infartos, evoluindo muito bem com o tratamento”.

No caso da turista Maria de Lourdes foi colocado um stent, segundo explicou o médico. “A rapidez no atendimento dela foi fundamental. Ela chegou na UPA e foi rapidamente transferida para o HGE, onde foi direcionada para o procedimento preciso conosco. O tempo de evolução foi essencial para resguardar a vida dela”, observou o médico.

As duas histórias positivas são frutos da assistência cardiológica que vem sendo desenvolvida em Alagoas. São 5.175 procedimentos já realizados através do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio de 2016 – ano da inauguração da Hemodinâmica – até o momento, sendo 1.633 procedimentos de emergência, entre cateterismos e angioplastias, e 3.542 procedimentos em pacientes internos.

Ricardo César Cavalcanti, coordenador do Programa, ressaltou que a Unidade de Hemodinâmica do HGE Dr. João Fireman é a primeira instalada em um hospital público na região. “A iniciativa vem promovendo o acesso dos pacientes da rede pública de saúde a exames e tratamentos cardiovasculares antes inexistentes, com um programa estruturado para prevenção, diagnóstico e tratamento do infarto agudo do miocárdio no SUS”, destacou.

 

Articulação – Paulo Teixeira, gerente do HGE, ressaltou que o programa funciona através de uma articulação com a Rede de Urgência e Emergência do Estado, o que inclui UPAs, Unidade de Emergência e outras unidades hospitalares, o Samu e os profissionais que trabalham para garantir a vida dos pacientes.

“Estamos empenhados em oferecer um serviço de qualidade aos usuários do SUS. O Programa de Infarto Agudo do Miocárdio, com a participação de nossa Hemodinâmica, faz parte da restruturação que o governo tem feito”.

Diagnóstico e Prevenção – Dor torácica, irradiando para pescoço ou braço esquerdo, geralmente associada à sudorese, náuseas e vômitos são sinais que não devem ser descartados, segundo informou o cardiologista Clênio Jaques. “Ao menor sinal deve-se procurar assistência para confirmar o diagnóstico e ser feito um tratamento mais rápido e eficaz”, salientou.

Para evitar problemas relacionados ao coração, o especialista recomendou “controlar os fatores de risco, hipertensão, diabetes e colesterol. Desenvolver a prática de atividades físicas regulares, de preferência supervisionadas, buscar uma alimentação adequada com menos gorduras, menos frituras, carboidratos em excesso e tentar ter uma vida o mais regrada possível. Lembrando que, um dos principais inimigos do coração é o cigarro. É importantíssimo deixar de fumar. Com essas atitudes, cai muito a probabilidade de se ter episódios de infarto”, alertou o médico.





Fonte: Agência Alagoas

Comentários

Corona-AL
Natura
Siga o AL1 nas redes sociais Facebook Twitter

(82) 996302401 (Redação) - Comercial: [email protected]

© 2020 Portal AL1 - Todos os direitos reservados.