Regulação, clubes e o papel do patrocínio nas apostas até o Mundial
A temporada de 2026 no futebol brasileiro começa com um cenário diferente do “boom” observado em 2025: são 12 clubes com acordos de marcas do setor. A mudança, porém, não indica perda de força. Ela reflete um mercado em fase de consolidação, com empresas e equipes ajustando contratos, formatos de exposição e critérios de compliance (conformidade com regras) após a legislação que entrou em vigor no país desde 2025.
A trajetória recente explica o ponto atual. Em 2022, apenas metade dos clubes da elite tinha patrocínios desse tipo. A presença aumentou em 2023 e avançou para 70% em 2024, até atingir o auge em 2025. Agora, o que se vê é um reposicionamento: algumas marcas priorizam pacotes mais completos, com mídia, ativações e relacionamento, enquanto outras optam por presença menor, porém mais qualificada e mensurável.
Os números mostram por que o tema continua relevante. Segundo a LCA Consulting, os valores direcionados a patrocínios na primeira divisão cresceram de quase R$ 300 milhões em 2018 para mais de R$ 1,1 bilhão em 2025. Já no mercado de mídia, um estudo da Tunad indica que a TV nacional totalizou R$ 24,5 bilhões em publicidade no ano passado, sendo R$ 1,4 bilhão de empresas de apostas online — com 85% do investimento do mercado licenciado concentrado na TV aberta.
Patrocínio, responsabilidade e integridade esportiva nas apostas no ciclo de apostas na Copa do Mundo 2026
Com a Copa se aproximando, a indústria volta seus esforços para campanhas, ativações e produtos voltados ao período. O tema apostas na Copa do Mundo 2026 aparece como eixo de planejamento, porque o torneio amplia a audiência e cria janelas de alta competição entre marcas. Nesse contexto, o patrocínio esportivo de apostas precisa equilibrar visibilidade com práticas mais robustas de governança.
A discussão vai além de exposição de marca. A expansão do setor e o endurecimento regulatório aumentam o foco em integridade esportiva nas apostas, com reforço de controles, monitoramento de comportamento suspeito e políticas de jogo responsável. Em termos práticos, isso influencia cláusulas contratuais, exigências de parceiros e a maneira como campanhas são desenhadas, especialmente em momentos de grande tráfego.
No Brasil, eventos do setor ajudam a concentrar esse debate. O BiS SiGMA South America, em São Paulo, ocorre de 6 a 9 de abril e se destaca como evento de apostas por reunir empresas, especialistas e tomadores de decisão quando o calendário começa a “esquentar” rumo ao Mundial. Para marcas que querem entrar ou crescer no país, o encontro funciona como vitrine de tendências e espaço para construir relações em um mercado cada vez mais competitivo — e mais cobrado por transparência.
A expectativa é que a intensidade do noticiário e o volume de audiência relacionados ao futebol façam de apostas na Copa do Mundo 2026 um dos principais motores de estratégia no ano, exigindo ações consistentes, comunicação clara e execução alinhada às novas regras do jogo.