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Maceió/Al, 12 de novembro de 2018

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
27/04/2018 às 14:26

Contra o golpe: Alagoas precisa de um debate pré-eleitoral

Se tem uma coisa que o político não está habituado é prestar contas do mandato. Há exceções, porque tudo tem exceção.

Alagoas vive um momento diferenciado politicamente e institucionalmente falando. O Estado tem um governador bem avaliado, a capital tem um prefeito bem avaliado, dois deputados federais surpreenderam como ministros e agora vão buscar vaga no Senado.

Mas como o assunto é política a regra é que o jogo seja sujo, inclusive com a conivência de uma banda comprometida da imprensa (infelizmente).

Veja Rui Palmeira, bastou anunciar que não seria candidato que deixou de ser o Ruim. Maurício ensaiou a aproximação com o MDB e logo veio à tona o processo que responde quando foi secretário estadual da Educação. Renan e Benedito têm cadeira cativa no noticiário marrom. Mas o que acontece com Marx Beltrão é inusitado. Além do insulto descarado à sua desistência, os bastidores não correspondem à boataria que “quebra o Whatsapp”.

Num ano eleitoral atípico, em nível nacional, Alagoas se destaca pelas incertezas e contradições, porque o Estado como melhor ajuste fiscal do país tem o maior volume de recursos próprios investidos em áreas estruturantes e sociais, paga salários em dia, mas sofre com greves por reajuste salarial. O direito de reivindicar é legal mas, ou a propaganda do Governo não está sendo eficaz ou não estão acompanhando o noticiário nacional ou o jogo está sendo sujo além do limite tolerável.

Alagoas está nos eixos (Estado e capital). Claro que não estamos falando de nota máxima, mas governador e prefeito estão acima da média nacional. O que não quer dizer que impossibilite a candidatura de alguém ao Governo. No Senado a disputa é diferente, porque há duas vagas em jogo para dois nomes que se destacam há décadas (Benedito e Renan) e outros dois que estão no ápice após o dever cumprido enquanto ministros de Estado (Marx e Maurício).

Sugiro o que parece improvável, mas é possível. Tanto pelo tempo de vida dedicado à política, quanto pelas novas propostas, acredito que não há outra saída para evitar a degradação da imagem, que não seja por um debate antecipado de propostas.

Depois da convenção há os que terão todo tempo do mundo e os que terão menos de um minuto para prestar contas. Aí será tarde e talvez o Estado seja o grande perdedor.

Por isso, contra o golpe online, via redes sociais, Alagoas precisa de um debate pré-eleitoral para que a contramão da crise seja a melhor via para todos nós.

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