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Maceió/Al, 22 de setembro de 2019

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
20/05/2019 às 18:35

Rui Palmeira joga alto, mantém Rodrigo Cunha no PSDB e foca na gestão para fazer o sucessor

Se tem uma coisa que Rui Palmeira não quer, por nada, é entregar a Prefeitura de Maceió para o grupo dos Calheiros.

Se tem algo que provoca calafrios em Renan Filho é o pesadelo com mais uma derrota dos Calheiros na capital. Desde 1988, quando Guilherme Palmeira venceu Renan Calheiros, na disputa pela Prefeitura, todas as candidaturas apoiadas pelo MDB naufragaram. São 31 anos de seca.

Agora, em segundo mandato, Renan Filho e Rui Palmeira ainda não têm nomes para chamar de seus “afilhados” e receberem o crédito pela vitória. O MDB, em nenhuma hipótese, terá um nome da casa, que represente os Calheiros. Estão no páreo, pela indicação, os recém-derrotados Mauricio Quintella e Ronaldo Lessa. Se vencerem, jamais representarão o DNA 15.

Com o mesmo problema caseiro, Rui Palmeira mostrou, mais uma vez, estar à frente do rival (politicamente falando). Ao saber que o protagonista das eleições 2018 e principal avalista das eleições do próximo ano sondava o Podemos, via Brasília, com desdobramento para uma aliança fatal com JHC, Rui entregou o comando estadual do PSDB para Rodrigo Cunha. Numa tacada só, fez a roda girar contra os Calheiros e ganhou tranquilidade para tocar a Prefeitura na reta final de sua administração.

E agora?
Na política o que vale é o resultado. O PDSB tem apenas Kelman Vieira e Tereza Nelma com capital político para disputar o pleito. Com Rodrigo no comando, orientado por Teotonio Vilela Filho e Rui Palmeira, o apoio a JHC não tem mais barreira. Os tucanos podem indicar Kelman Vieira, Eduardo Canuto ou Tereza Nelma como vice. A jogada é por aí. E por que Tereza, porque Pedro Vilela é o primeiro suplente de JHC e dela. Simples assim. E ela aceita? Tucano é tucano. Sendo vice, Tereza mantém a proximidade com suas bases na capital, cumpre a missão e se credencia para a sucessão.

Outra opção
A jogada de Rui também deixa a porta aberta para o fortalecimento da candidatura do procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, muito afinado (politicamente falando) com Rodrigo e JHC. Nesta composição Alfredo Gaspar seria o fiador para a dobradinha Rodrigo+JHC para o Governo e Senado, em 2022.

E Rui? Cerebral, sabe que dificilmente sairá com capital político em alta para disputar o governo ou senado. Voltar à Câmara Federal, para ele, é seguir a ordem dos fatos.

Anote aí.

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