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Maceió/Al, 20 de junho de 2019

Colunistas

Jorge Luiz Bezerra Jorge Luiz Bezerra
É professor universitário, advogado, Mestre em Direito pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), delegado de Polícia Federal aposentado, especialista em Política Criminal, Segurança Pública e Privada, além de autor de diversos livros e artigos jurídicos.
03/06/2019 às 12:30

Maconha afeta a capacidade de aprendizado?

Hoje, em vez de fazer um artigo discorrendo nosso pensamento sobre as drogas com base em dados colhidos em várias leituras, traremos à baila, a opinião de *Adam Pearson* (Will smoking marijuana affect one's learning ability or mathematical ability? For how long?), dono da RedPebble Consulting, com QI 145, Licenciatura em Ciências Políticas com ênfase em Finanças e Economia, que é apontado pelo prestigiado site Quora, como futuro multimilionário, o qual, segundo o próprio, foi usuário do cannabis durante anos.

            “ Eu fumei maconha desde os 14 anos. Quando comecei a fumar, isso quase não me afetou. Alguns meses   depois, o amigo com quem estava fumando teve um episódio psicótico completo e violentamente me agrediu sexualmente. Depois disso, a maconha me deixou paranoico.

               Evidentemente, esse amigo teve uma reação mais forte à droga do que eu. Depois desse ataque, minhas notas caíram significativamente. Infelizmente, devido à proximidade cronológica da agressão sexual ao começo do uso da maconha, é difícil dizer qual deles afetou mais as minhas notas.

               Durante os anos em que estava fumando pesadamente, culpei a maconha por minha falta de atenção na escola. Quando estava trabalhando no meu curso, segui uma regra de que só podia fumar nos fins de semana e não mais do que dois dos três fins de semana consecutivos. Nos meus primeiros dias de faculdade, notei um desempenho mental diminuído por até duas semanas após o meu último uso.

             Testei minha teoria. No meu primeiro semestre, raramente fumava mais do que a cada duas semanas. Meu GPA ( grade point average- média de notas) foi de 3,8 / 4. Meu segundo semestre, eu fumava com bastante frequência, mas nunca quando tinha trabalho a fazer. Meu GPA foi de 3,6 / 4. Terceiro semestre muito parecido com o segundo. Do meu segundo ao último semestre fumei ainda mais frequentemente (e a qualidade do broto era pior - esse broto era da Virgínia, mas antes eu fumava o broto da Carolina do Sul) e meu GPA era 3,4 / 4. No meu último semestre, não fumei até as últimas semanas do semestre e tinha uma avaliação 4.0.

            *Acredito que a maconha prejudica a capacidade de pensar com clareza. A maconha interfere na capacidade de construir pensamentos lógicos abstratos, mas, a interferência pode ser superada quando a tolerância a uma droga é alta e quando se aplica mais energia à tarefa em questão*. Isso significa que as tarefas demoram mais quando complexas, a menos que a tarefa seja algo que já tenha sido repetido o suficiente para ser confirmado na memória. No entanto, a maconha não interfere com a capacidade atlética, e pode até melhorar o timing esportivo devido aos efeitos relaxantes. Na minha experiência, *a maconha torna você melhor em esportes, mas pode diminuir sua performance na escola quando não se é cuidadosa com ela*”. (*Adam Pearson* 08/05/2019 - www.quora.com/profile/Adam-Pearson)

Da entrevista acima emergem alguns sofismas: não havendo estatísticas com números decorrentes de avaliações dos efeitos da Cannabis nos atletas, a afirmação que o uso ajuda no desempenho é mero exercício de “achologia”, posto que baseado em experiência particular, de alguém que nunca foi atleta de alta performance. Não esquecendo, que se detectada a presença de droga no exame de dopping o atleta é desclassificado, além de punido  até com o banimento do esporte. 

Outrossim, àqueles que defendem que os efeitos da maconha são apenas de embriaguez, leves alucinações à moda hippie, ou seja: “aquele barato, paz e amor” etc., Pearson lembra, corajosamente que foi vítima de um colega dopado pela erva, o qual o atacou sexualmente. Prova inconteste, que não dá para uniformizar as reações as drogas, as quais dependem de cada organismo.

Por derradeiro, surgem algumas perguntas cujas respostas valem milhões de dólares, como se vêem a seguir: *quando Pearson, diz para ser cuidadoso com o consumo do cânhamo, como o usuário controlará seus impulsos de não aumentar a dosagem*( o que é natural, pois toda droga gera tolerância)? *Após iniciar-se no uso da maconha, como evitar o experimento de outras drogas mais fortes, como ocorre com a esmagadora maioria dos casos*? Como ainda não temos essas respostas, fica a advertência: *não brinque com fogo, nem com drogas*!

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