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Maceió/Al, 16 de setembro de 2019

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
20/08/2019 às 08:31

Braskem dá sinais de que não vai sair de Alagoas

Independente da verdade dos fatos, após o trânsito em julgado, a Braskem dificilmente será vista - por uma parcela dos maceioenses - como uma empresa imprescindível para a economia do Estado. Não tenho dúvida que terá o mesmo estigma de João Lyra, o mocinho mais vilão da história de Alagoas.

Pouca gente sabe, mas foram os investimentos da Braskem, impulsionando a cadeia do plástico no polo Multissetorial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro, que fizeram a diferença para que o Estado não entrasse no colapso financeiro, em meio ao processo de falência do setor sucroalcooleiro e do Grupo João Lyra.  

A questão não está no prejulgamento de culpabilidade da Braskem sobre os eventos ocorridos no bairro do Pinheiro, com desdobramentos para o Mutange e Bebedouro.

O relatório síntese do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) aponta que a problemática que assusta milhares de pessoas tem origem na extração do sal-gema. A Braskem discorda e defende um novo estudo. Em função da divulgação do laudo, no dia 9 de maio, a empresa paralisou a atividade de extração de sal e, na sequência, as fábricas de cloro-soda e dicloretano em Maceió.

Neste intervalo o Estado de Sergipe, com a descoberta de uma nova reserva de gás, fez um convite oficial para que a Braskem se mudasse para lá. Com a inércia e o silêncio das autoridades alagoanas, a única medida rápida foi o bloqueio judicial de bilhões, para arcar com as despesas das famílias dos bairros em situação de risco.

É preciso que a população saiba que a falta de diálogo entre Estado e Município e a ineficácia na comunicação foram determinantes para o prejulgamento da Braskem.

Novo Sinal
No final de semana a petroquímica iniciou uma campanha publicitária onde mostra suas ações para esclarecer os fatos. Outro detalhe que chama a atenção é o trabalho de monitoramento e ações efetivas para evitar novas rachaduras. Pelo conteúdo do material, que terá outras mensagens de efeito, tudo indica que a Braskem não arredará o pé de Alagoas.

Bem... pelos bilhões bloqueados e a perda com a paralisação da extração de sal e das fábricas de cloro-soda e dicloretano em Maceió, a Braskem é a maior interessada para esclarecer os fatos.  Da mesma forma para os moradores dos bairros atingidos.

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