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Maceió/Al, 28 de fevereiro de 2020

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
12/01/2020 às 22:28

Vem aí Ronaldo Lessa, em: “a experiência de ser novo”

Um erro de avaliação, em 2004, mudou o caminho político de Ronaldo Lessa. Era governador bem avaliado pela opinião pública e principal fiador da prefeita reeleita da capital, Katia Born. Amigos e parceiros políticos, eles pareciam imbatíveis, até que uma decisão simples, de quem seria o nome do grupo para a sucessão municipal, revelou o primeiro sinal das fraquezas do “casal 20" da época.

Quanto custa uma decisão equivocada?
O erro de Ronaldo e Kátia fez nascer Cícero Almeida e Ronaldo foi atropelado dois anos depois, por Fernando Collor, na disputa pelo senado. O ex-presidente venceu pela estratégia final equivocada de Ronaldo, que ainda curtia a boa avaliação pessoal de seus mandatos como prefeito da capital e governador reeleito. Em 2010, numa articulação de Renan Calheiros com o presidente Lula, a executiva nacional do PDT convenceu Ronaldo a abrir mão do Senado para disputar o governo, na reeleição de Teotonio Vilela Filho. Os erros de estratégia em 2004, 2006 e 2010 tiram Ronaldo do protagonismo. O nocaute veio com o corajoso enfrentamento contra uma banda ruim do judiciário (aqui e em Brasília), que o tirou até da disputa eleitoral.

Em quase 40 anos de vida pública, Ronaldo chorou com derrotas e sorriu com as seis vitórias (à Assembeia Legislativa, Câmara da capital, Prefeitura de Maceió, Governo do Estado - duas vezes - e Câmara Federal). Sem dúvida sua eleição mais emblemática foi para prefeito de Maceió, em 1992, quando derrotou os favoritos José Bernardes e Teotonio Vilela Filho.

Se Ronaldo Lessa aprendeu com as derrotas, os próximos dias dirão. Para reconquistar a cadeira de chefe do executivo municipal ele precisa confirmar que está pronto para a experiência do novo.

Os desafios até a decisão
Procurado por JHC para discutir a aliança nacional entre o PSB, Rede, PV e PDT, Ronaldo já não esconde que é o xeque-mate da vitória, em caso de composição. Mas sua decisão, a ser anunciada em breve, será de enfrentá-lo. Tem a seu favor a confiança do servidor público e a credibilidade política. Se coligar bem, o tempo de campanha, na propaganda eleitoral, será seu principal cabo eleitoral pelas redes sociais.

O X da eleição
Com a gestão em alta crescente, Rui Palmeira deve observar o que aconteceu a partir de 2004, na capital. Se optar por Ronaldo, com quem tem conversado mais, JHC e Alfredo Gaspar terão que correr dobrado, porque só haverá uma vaga em disputa para o segundo turno.

Como candidato, Ronaldo é competitivo. Os adversários sabem disso.

Estamos no jogo do... vencerá quem errar menos.

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