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Maceió/Al, 07 de abril de 2020

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
20/02/2020 às 21:52

Eleitor maceioense não é lambe-botas na eleição majoritária

A capital de Alagoas tem sido, ao longo de décadas, destoante do curral eleitoral que é o Estado. É em Maceió onde os “grandes nomes” CONSTANTEMENTE têm recebido os sinais de advertência.

É na capital onde o dominante Renan Calheiros de Alagoas, não comanda, o Arthur Lira líder em Brasília, não lidera e o Marcelo Victor majoritário e absoluto da Assembleia Legislativa, não decide.

O eleitorado de Maceió precisa ser estudado, porque tem se mostrado independente nas candidaturas majoritárias e vulnerável nas proporcionais. O exemplo mais recente foi a vitória de Jair Bolsonaro nos dois turnos, contrariando toda a classe política alagoana.

Em Maceió, governador ou prefeito - no exercício do mandato - não garante eleição do indicado. Aliás, o último (e único) a conseguir eleger o sucessor foi Ronaldo Lessa, há 23 anos, com a indicação de Kátia Born, nas eleições de 1996.

Maceió tem uma história que pune, talvez por isso não receba a atenção merecida. Vive – e isso é triste – de sua exuberante beleza.

Seguidos fracassos
A primeira eleição direta para prefeito em Maceió, após o período da redemocratização, aconteceu em 1985, com Djalma Falcão (PMDB) eleito. Em 1988, Renan Calheiros (PMDB) e seu companheiro de chapa, o fenômeno das urnas Sabino Romariz, tinham o prefeito Djalma Falcão do PMDB e contavam com o apoio do governador Fernando Collor. O eleito foi Guilherme Palmeira, que renunciou dois anos depois, para vencer sua última eleição como senador da república.

Nas eleições de 1992, Pedro Vieira era o prefeito e Geraldo Bulhões o governador. Eles apoiavam Zé Bernardes, mas o vitorioso foi o azarão Ronaldo Lessa, com Teotonio Vilela em terceiro.

Em 1996, Ronaldo Lessa indicou Kátia Born, então secretária de Saúde do município, e venceram a vice-prefeita Heloísa Helena, que havia rompido com Ronaldo.

Nas eleições de 2004, Kátia Born prefeita e Ronaldo Lessa governador, sofrem uma dura derrota, fruto do erro e prepotência. Kátia bancou a eleição de Sextafeira, mas Cícero Almeida, que contava com o apoio de João Lyra, venceu. Naquele pleito, o médico José Wanderley, apoiado pelos senadores Renan Calheiros e Teotonio Vilela, ficou em terceiro.

Em 2012, Cícero Almeida tinha a administração aprovada na casa dos 80% e também pagou o preço da soberba e miopia política. Rui Palmeira, com o apoio do governador Teotonio Vilela, foi o vitorioso.  

Na eleição de 2016 o candidato do governador Renan Filho e todo seu bloco de sustentação era Cícero Almeida. A união das forças era vista como imbatível. Mais uma vez o eleitor contrariou as expectativas. 

Agora, é a vez de Rui Palmeira pagar o preço. Sem um nome para chamar de seu, caminha para concluir o segundo mandato bem avaliado e só. Ainda não selou a aliança com Renan Filho. Se acontecer, indicará o vice – e só.  

Moral da história
Ao longo dos anos o eleitor maceioense – que cobra pouco e sofre bastante - tem dado a resposta – de maneira republicana - a seus gestores e a classe dominante. Com relação às eleições proporcionais é um eleitor vulnerável - até d+.

Desde as eleições de 1988, apenas Ronaldo Lessa - em 1996 - conseguiu fazer o sucessor. Por outro lado, desde que a reeleição foi estabelecida, todos os eleitos conseguiram renovar o mandato.

É política. 
É fantástico.

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