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Maceió/Al, 15 de agosto de 2020

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
03/07/2020 às 09:44

Como será a primeira eleição sem o fake do abraça e beija?

Como antigamente, voltaremos a decidir no dia 15 de novembro quem serão os nossos representantes na política. Mas do passado... para por aí.

Quem tem menos de 25 anos não lembra, mas a campanha eleitoral tinha trio-elétrico, artistas famosos e convidados especiais. Valia tudo para atrair o público. Os comícios, principalmente o último antes do dia da eleição, era o ponto alto da campanha. As praças ficavam lotadas e havia empurra-empurra para garantir lugar debaixo do trio ou do palco principal. Ninguém ia para conhecer as propostas, mas o último comício era o “termômetro do pleito”.

Bem... essa farra acabou. Proibiram os shows e os comícios deram vez às carreatas e caminhadas. Sem os artistas para atrair público, o mesmo dinheiro – geralmente caixa 2 - passou a ser investido nos apoiadores da campanha majoritária. X reais para levar X pessoas da concentração da caminhada até o local do comício. No interior, geralmente com a maioria de carros de outras localidades e moradores da zona rural, inclusive de cidades vizinhas.

Pois é... não se sabe o porquê dos caciques permitirem, mas a cada ano a justiça eleitoral vem ceifando o glamour dos pleitos eleitorais. Carros de som com volume controlado e uma limpeza quase geral na poluição visual, com o fim dos cartazes colados nos muros, paredes e proibição de cavaletes em via pública. Ou seja: a campanha perdeu o showmício, perdeu visual e o jingle tocado no carro de som perde para o barulho do gerador. 

Agora, com a pandemia, está literalmente proibido aglomerações e não é recomendado o mais famoso e nojento artifício dos políticos: abraçar e beijar o eleitor. Lembrando que a turma sempre opta pelas crianças e idosos. Vamos esperar para conferir quem vai se arriscar ao braçar, dançar e até beijar bebum.

Teremos uma eleição sem discurso, sem o agarra-agarra, sem beijos e abraços. Restará aos candidatos a melhor das armas: as promessas de sempre. Mas os especialistas advertem sobre a lembrança do eleitor para uma passagem bíblica: "diga com quem tu andas que eu direi quem tu és

Talvez seja só um devaneio meu, mas teremos uma eleição com derrota acachapante da turma do atraso, acostumada a levar vantagem no blá bla blá e mimimi.

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