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Maceió/Al, 20 de outubro de 2017

Colunistas

Jorge Luiz Bezerra Jorge Luiz Bezerra
É professor universitário, advogado, Mestre em Direito pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), delegado de Polícia Federal aposentado, especialista em Política Criminal, Segurança Pública e Privada, além de autor de diversos livros e artigos jurídicos.
07/09/2017 às 20:12

E o Michael Douglas virou uma droga?

Conhecida como MD ou “Michael Douglas”, também como a “Droga do Amor”(, a MDMA está “bombando” mais do que nunca nas baladas mundo a fora, e também nas raves e noitadas brasileiras. Embalando as festas dos jovens abastados ou mesmo simples “alegres finais de semana” a bordo de barcos e festinhas privées, a N – Metil – 3, 4 – metilenodioximetanfetamina, nome científico da droga, ou Molly para os mais chegados, tem encontrado cada vez mais espaço no cotidiano das grandes cidades.

O Molly, abreviação de “molécula” também é confundida com o Ecstasy, mas, não é a mesma coisa. Ambas drogas sintéticas proporcionam aos seus usuários a sensação de euforia (similar as anfetaminas) e os efeitos psicodélicos (dos alucinógenos).

O apelido de Droga do Amor, não é porque a pessoa ao ingerir o MD, se transforma num super-amante, mas devido ao efeito de empatogenia, que é uma sensação de proximidade emocional com os outros (e com o próprio), juntamente com a destruição das barreiras de comunicação pessoais. Por esta razão o MDMA também é ser conhecido como a “Droga do Abraço”, posto que o aumento da proximidade emocional torna o contato pessoal bastante compensador para o usuário.

APRESENTAÇÃO

No Molly, o MDMA é apresentado em um pó cristalino, as vezes, contido em cápsulas. Para alguns estudiosos é uma forma concentrada de Ecstasy. Resta porém, aos usuários a difícil, tarefa de identificar se a droga está "pura" verdadeiramente. Como todas as drogas sintéticas, pode ser diluídas com outras substâncias psicogênicas, ou seja, “batizadas” (misturadas).

O “ Michael Douglas”, geralmente é vendido nos EUA por cerca de US $ 30 a US $ 40 por cápsula de 100 miligramas, e tem a reputação de ser seguro e de “boa procedência”. Ledo engano. A droga pode ser adulterada com outros produtos químicos como sais de banho, e um relativamente novo pó sintético que frequentemente contém produtos químicos de tipo anfetamínico, chamado Mefedrona (substância usada em sais de banho e fertilizantes de plantas).

Até o LSD, o mais forte alucinógeno fabricado, originalmente produzido na Alemanha, depois em toda a Europa, já está sendo misturado, inclusive por ” laboratórios” clandestinos no Brasil.

Em terras tupiniquins, 1(um) grama de MD custa em média 200 reais e rende até 7(sete) doses, geralmente misturadas em garrafinhas d’agua, embora haja que fume (semelhante ao Crack), injetem ou aspirem. O MD também é facílimo de ser transportado por ser incolor, inodoro e insípido.

A “ viagem” do Molly pode durar de 3 a 5 horas, variando de acordo com o organismo. Além dos sinais de alheamento, euforia, sede intensa, hipertermia (temperatura pode chegar a 100 g)

Resumo histórico
O MDMA foi inicialmente sintetizado em 1912 e patenteado na Alemanha pelo Laboratório Merck em 1914. Nessa altura não estava sujeito a pesquisas para o uso humano. A Merck “tropicou” no MDMA ao tentar sintetizar Hydrastinin, um medicamento vasoconstritor e adstringente. 

Nos anos 50 foi estudado pelo governo dos Estados Unidos, numa pesquisa sobre o uso de MDA, MDMA e outras substâncias como “soro da verdade”. Estas provaram ser impróprias para este fim. Os primeiros usos recreativos da droga foram observados nos anos 60.
No início dos anos 80, a droga começou a ser usada sem supervisão médica. A sua notoriedade crescente levou à sua proibição nos Estados Unidos em 1985 (e nos anos seguintes na maioria dos países) e a sua popularidade tem continuado a aumentar desde então.

EFEITOS
Os efeitos do “Michael Douglas” são imensos e incompatíveis com responsabilidades como trabalho e estudo. De fato, o abuso é mais associado ao contexto de festas e a ressaca pode durar até dois dias, o que debilita mais do que outras substâncias, como a maconha ou a cocaína.

O MDMA produz muita serotonina. A pessoa tem um desgaste serotonínico muito grande. No dia seguinte, o organismo não produz a mesma quantidade, então ela fica mais depressiva.

Se um usuário que já tem algum histórico de transtorno de ansiedade ou depressão, o uso do MDMA pode elevar e agravar os níveis dessas doenças.

Sobre esse quadro psicótico, a droga pode deixar a pessoa um pouco mais vulnerável se ela já tiver algum histórico familiar de psicose. Pode, por exemplo, precipitar algum episódio psicótico, principalmente se fizer o uso com outras substâncias.

Os riscos de saúde física mais graves a curto prazo da MDMA são hipertermia e desidratação. Casos de hiponatremia fatal (excessivamente baixa concentração de sódio no sangue) desenvolveram-se em usuários de MDMA tentando prevenir a desidratação consumindo quantidades excessivas de água sem reabastecer eletrólitos.

Entre os efeitos adversos imediatos do uso de MDMA podemos incluir:

Desidratação; hipertermia; bruxismo (ranger dos dentes); insônia; sudorese (aumento da transpiração); taquicardia; hipertensão; perda de apetite; náuseas e vômitos; diarreia; disfunção erétil ( situação que se contradiz com o apelido de Droga do Amor); alucinações visuais e auditivas. 

MDMA NAS ONDAS DO RÁDIO E DOS GRANDES SHOWS

Uma das molas propulsoras do abuso do MD ou Molly, foram e são, as músicas pop e o hip-hop dos EUA nos últimos anos desde Madonna em sua turnê MDNA em 2012, passando por Miley Cyrus -  a saudável Hannah Montana -, que solta um “dancing with Molly” com todas as letras em We Can´t Stop. Wycleaf Jean em seu hit “Hip-Hop” lança um “things done changed but they stay the same. I see molly is the new cocaine” (as coisas mudaram, mas permanecem na mesma, vejo que Molly é a nova cocaína). Já numa onda mais eletrônica, o DJ francês de HouseMusic, Cedric Gervais agita pistas mundo a fora a procura de Molly. 

Por derradeiro, apesar da glamorização desta forma de “Michael Douglas”, a substância é uma droga, e como tal pode ser letal. Afinal, como é sabido cada indivíduo reage de maneira diferente, o que é seguro para um pode ser mortal para o outro. 

*Portanto, continue curtindo os filmes do Michael Douglas e, esqueça os genéricos, principalmente se eles forem drogas como o MDMA. 

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Postado por Jorge Luiz Bezerra
28/08/2017 às 15:23

GOTA, a droga que alegra, ilude e mata

Todos já ouviram falar em que fulano “sofre de Gota” (artrite inflamatória); que cicrano ” está com a Gota com você” (irado, furioso), mas poucos de nós sabemos que surgiu nas baladas brasileiras há alguns anos, uma outra forma de Gota (droga pesada) que mata e deixa sequelas terríveis no organismo. Trata-se do GHB, mais conhecido entre nós, como GOTA é um depressor do sistema nervoso central (SNC) que é comumente usada como droga das baladas. O GHB é abusado por adolescentes e jovens adultos em bares, festas, clubes e "raves" e muitas vezes é colocado em bebidas alcoólicas. 

EFEITOS
O GHB, assim como o ecstasy causam a reabsorção da serotonina, dopamina e noradrenalina no cérebro, causando euforia, sensação de bem-estar, falta de inibição, aumento da libido e alterações da percepção sensorial. Em contrapartida os riscos de problemas são altíssimos, sobretudo se o uso da droga for combinado com grandes quantidades de bebidas alcoólicas. 

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Postado por Jorge Luiz Bezerra
14/08/2017 às 10:45

Como identificar um usuário de maconha

Desde sempre descobrir se nossos entes queridos, vizinhos, colegas usam drogas, principalmente a mais conhecida delas, a Maconha (Cannabis sativa) era como de fato continua sendo, uma das nossas grandes preocupações.
Em que pese as constantes campanhas pela liberação ou legalização da maconha em vários países, assim como no Brasil, não se pode esquecer que esta erva é uma planta alucinógena, e quem ainda temos muito a descobrir sobre os efeitos dos canabinoides no organismo humano. 

Ademais, todos sabem que além do álcool, a droga legal mais consumida no mundo, a maconha é primeira das substâncias tóxicas que o futuro drogadito experimenta em sua escalada pelo vício.

De volta ao tema, como reconhecer um usuário ou dependente de maconha?
Na sequência relacionaremos primeiramente, as principais condutas de um usuário de quaisquer tipos de drogas:
• Relacionamento com amigos diferentes, mal trajados, irreverentes, falando muitas gírias;
• Descuido com a higiene pessoal;
• Muda o vocabulário, usando gírias e palavrões;
• Manifesta sentimento de culpa e reparação: agride os pais, chora, se tranca no quarto;
• Passa noites fora de casa;
• Desmotivação para estudar ou trabalhar;
• Alterações abruptas de comportamentos
• Troca o dia pela noite;
• Inquietação e Irritabilidade;
• Perda de interesse pelas atividades rotineiras.
• Carência cada vez maior de recursos para comprar a droga.  Desaparecimento de objetos de valor ou dinheiro de dentro da residência ou da casa de amigos e parentes;
• Perda de sono ou apetite, insônia, intercalada com períodos de sono demorado.
Naturalmente, que os comportamentos acima arrolados devem ser considerados como interativos e não isoladamente.
Por sua vez, vejamos quais as características e reações do indivíduo que fuma maconha:

SINAIS ESPECÍFICOS DO USUÁRIO DE CANNABIS 

Sintomatologia: Não podemos ser taxativos quanto aos sintomas do abuso de drogas, mesmo da maconha, que é considerada como uma droga leve. Todavia, entre os efeitos imediatos de usar maconha incluem: aceleração dos batimentos cardíacos, desorientação (perda da noção de tempo e de espaço), falta de coordenação motora, frequentemente seguidos por depressão ou sonolência. Alguns usuários sofrem de ataques de pânico ou ansiedade.
Boca seca, falta de saliva, tagarelice, excitabilidade, olhos vermelhos, pupila dilatada, pode ter alucinações, redução das habilidades relativas à atenção, memória e aprendizagem; frequentes risadas. 
A fumaça da maconha contém 50% a 70% mais substâncias cancerígenas do que a fumaça do tabaco. Uma ampla pesquisa relatou que um único baseado poderia causar tanto dano aos pulmões quanto 5 cigarros comuns fumados um atrás do outro. Fumantes crônicos de maconha frequentemente sofrem de bronquite, ou seja inflamação do trato respiratório. Certamente por isso, estão normalmente pigarreando ou tossindo.

Ao final dos efeitos da maconha, o usuário, ficará efetivamente sonolento, e geralmente dorme um sono curto ou não, quando acorda sente um súbito aumento de apetite (busca por doces, principalmente).

Não é à toa que os policiais durante uma busca pessoal no suspeito de ter abusado de maconha, observa em primeiro lugar as pupilas dilatadas, fareja o odor de erva nos dedos, o escurecimento das unhas e por derradeiro manda o mesmo cuspir. Geralmente, o indivíduo após ter fumado a “ erva maldita” não consegue produzir saliva, pois a boca está ressecada pela  fumaça da maconha.

Aspectos físicos: O usuário pode apresentar dentes escurecidos, odor de relva queimada nas roupas e no local onde usa o cânhamo, presença de vegetal cinza esverdeado triturado com pequenas sementes lisas, restos de cigarros feitos a mão, dedos manchados, unhas manchadas e com forte cheiro de erva. Guarda entre seus pertences apetrechos como: cachimbos, fósforos, colírio para normalizar os olhos vermelhos, papel-seda para fazer os cigarros (baseados), 

Efeitos da Maconha a Longo Prazo
• Baixa resistência a doenças comuns (resfriados, bronquite, etc.)
• Supressão do sistema imunológico
• Distúrbios de crescimento
• Aumento de células de estrutura anormal no corpo
• Redução dos hormônios sexuais masculinos
• Destruição rápida das fibras dos pulmões e lesões (feridas) cerebrais que poderão ser permanentes
• Capacidade sexual reduzida
• Dificuldades de estudo: menor capacidade para aprender e reter informação
• Incapacidade para compreender as coisas de forma clara.

Não queremos satanizar o uso da maconha, pois é sabido que existem certos canabinoides que não provocam alucinações e, que são uteis como inibidores de náuseas entre outras indicações terapêuticas. Entretanto, nem por isso vamos beatificar o tóxico, transformando-a na “Santa Maconha”, a panaceia de todos os males. 
Temos que saber aproveitar o melhor da planta, contudo, não podemos concordar com a banalização do uso da maconha por todos os efeitos danosos aqui descritos.

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Postado por Jorge Luiz Bezerra
03/08/2017 às 11:39

Maconha, como remédio? quem diria

Postado por Jorge Luiz Bezerra
22/05/2017 às 08:15

Reflexões sobre a crise ética brasileira

Em grande parte do mundo, as populações carentes são obrigadas a compartilhar com os bandidos, as operações e blitz diárias por parte da polícia, quer através de bloqueios de vias públicas, quer por meio de ações repressivas sobre a chamada baixa criminalidade: tráfico de drogas nas ruas, roubos, furtos, ambulantes irregulares ofertando seus produtos nas proximidades de áreas privilegiadas, o Estado através da sua polícia, normalmente com abusos, prendem e apreendem, não apenas pequenos ladrões e traficantes, mas, as mercadorias ílicitas de vendedores clandestinos. Combatem a Pirataria! 

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Postado por Jorge Luiz Bezerra
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