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Maceió/Al, 18 de junho de 2024

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25/04/2024 às 15:00

Pobreza e extrema pobreza atingem menores patamares no Brasil em 2023, diz estudo

Retomada do Bolsa Família é um dos principais responsáveis.

A taxa de pobreza no Brasil reduziu em 25 estados e no Distrito Federal em 2023, atingindo seu menor nível desde o início da série histórica em 2012. A pobreza no Brasil recuou 4,2 pontos percentuais, saindo de 31,6%, em 2022, para 27,5%, em 2023. A única exceção foi o estado do Acre.

A extrema pobreza também recuou em 24 estados, exceto Rondônia e Distrito Federal. Essas informações foram tratadas pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), utilizando a base de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua, do IBGE, baseada os critérios adotados pelo Banco Mundial.

Com efeito, o Banco Mundial define como situação de pobreza as famílias com rendimento mensal de até R$ 664,00 por pessoa, enquanto que, extrema pobreza aquelas famílias com rendimento mensal limitado a R$ 208,00 por pessoa.

Taxa de pobreza nos estados

O Amapá se destacou como o estado com maior redução dos índices de pobreza no Brasil, apresentando um recuo de 14,8 pontos percentuais; seguido por Roraima (-9,5%) e Amazonas (-9,3%). Já o Acre foi o único que apresentou crescimento nas taxas de pobreza, com o crescimento de 0,4%, durante o período analisado.

Vale destacar que Santa Catarina foi o estado com menor proporção de pessoas na pobreza, com 11,6% da sua população se encontrando nessa condição; seguido por Rio Grande do Sul (14,4%), e Distrito Federal (15,6%). Por outro lado, das 11 unidades federativas que apresentaram proporção de pobreza acima de 40%, encontraram-se todos os estados nordestinos. Cerca da metade da pobreza está no Nordeste, onde estão 27% da população brasileira.

Taxa de extrema pobreza nos estados 
Alagoas (-4,3%), Amapá (-3,9%) e Paraíba (-3,7%) se destacaram como os estados com maior redução dos índices de extrema pobreza no Brasil no período 2022 e 2023. Por outro lado, o Distrito Federal registrou um aumento de 11,8% das pessoas nessa condição, seguido Rondônia, com alta de 8,3%., durante o período analisado.

A diminuição da extrema pobreza teve forte influência do incremento dos programas sociais no primeiro ano do Lula III. Em 2019, 29% dos domicílios do Nordeste recebiam Bolsa Família. Em 2023, 35,5%. Por outro lado, entre 2019 e 2023, o rendimento médio per capita dos domicílios que recebiam Auxílio Brasil/Bolsa Família cresceu 42,4%, enquanto aumentou 8,6% entre aqueles que não recebiam o benefício.

Ainda de acordo com esse mesmo levantamento, 4,4% dos brasileiros estavam em condição de extrema pobreza no ano passado. Todavia, o estudo demonstra que todos os estados nordestinos apresentaram percentual de extrema pobreza 50% superior à média nacional, e portanto, estão entre os 10 unidades federativas mais pobres do país.

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