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06/04/2022 às 10:51

Expedição do São Francisco recebe apoio irrestrito para as próximas edições

Gestores da Ufal e coordenadores da Expedição em reunião no MCTI Gestores da Ufal e coordenadores da Expedição em reunião no MCTI

Por Rose Ferreira - jornalista

O trabalho desenvolvido pelas Expedições Científicas do São Francisco encanta e envolve as pessoas por onde passa. Em Brasília, não foi diferente. A gestão da Ufal, representada pelo reitor Josealdo Tonholo e pela vice-reitora Eliane Cavalcanti, participou de uma agenda intensa de reuniões, na última semana (29 e 30 de março), juntamente com os coordenadores do Programa de Expedições, Emerson Soares, José Vieira e Themis da Silva.

Com propostas de parceria e financiamento de projetos para beneficiar o Baixo São Francisco e a população ribeirinha, a equipe foi surpreendida com o apoio irrestrito de entidades importantes, como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), pelos próximos três anos.

Além do MCTI e da Codevasf, a equipe ainda se reuniu com o Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor (SNFDT), e com o Serviço Nacional do Comércio (Sesc) do Distrito Federal. A aproximação com o Ministério da Cidadania trouxe frutos promissores, dentre eles o planejamento e o apoio para a realização de uma copa de futebol para jovens da região do Baixo São Francisco, em 2023. Já pelo Sesc/DF, a 5ª Expedição do São Francisco, que acontecerá de 3 a 12 de novembro, receberá uma equipe com um oceanário inflável, uma estrutura na qual são reproduzidos filmes que causam uma imersão no público pelo fundo do mar, rios e lagos do Brasil. A expectativa é que cerca de 300 estudantes participem, por dia, dessa ação de educação ambiental.

“A Expedição hoje é constituída por instituições de muita credibilidade e isso impacta positivamente toda a região do Baixo, beneficiando mais de 10 mil pessoas”, destacou o reitor Josealdo Tonholo, salientando também a importância do trabalho contínuo da Codevasf com a Rede Nordeste de Reitores, que “tem permitido incrementar a participação das universidades com a superintendências regionais em projetos relacionados ao desenvolvimento sustentável”.

Mas como evidencia a logomarca do Programa de Expedições Científicas, desenvolvida pela agência Tanto Expresso, a proposta é integrar ciência, educação e saúde. E é a área da saúde que reserva uma das maiores novidades e contribuições para a 5ª Expedição: o barco da saúde. Nessa nova embarcação, que se juntará às barcas Magnífica e Maravilhosa, os ribeirinhos, indígenas e quilombolas da região poderão ser atendidos em especialidades médicas, como dermatologia e ginecologia, e para a realização de exames de análises clínicas.

“A proposta do barco da saúde veio para consolidar o pleito, para mostrar que, para além do cuidado ambiental e social, os pesquisadores da expedição também querem prestar assistência e serviços de saúde à população ribeirinha. A cada ano que se passa, há um fortalecimento, um comprometimento, há de fato uma interação entre a universidade e a comunidade”, comemorou Eliane Cavalcanti, vice-reitora e expedicionária.

“A Expedição do São Francisco é aquele projeto que traz uma pauta extremamente positiva, uma pauta de ações, de comprometimento com a sociedade. Por isso, onde passamos, a Expedição foi extremamente elogiada. Grandes projetos precisam ter grandes líderes e os coordenadores das Expedições são um exemplo de liderança; são visionários”, complementou Eliane Cavalcanti.

Para Emerson Soares, coordenador-geral do programa, o envolvimento da gestão da Ufal nas articulações foi imprescindível. “As Expedições são uma realização da Universidade Federal de Alagoas e nós nos sentimos motivados a, juntos, buscar sempre o melhor para o Velho Chico e o seu povo. E o processo de construção da edição deste ano está só começando, ainda vem muita coisa boa por aí em parceria com a Fapeal, Semarh/AL [Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos] e outras instituições”, revelou Soares, entusiasmado.

As expedições acontecem anualmente e percorrem 240km, de Piranhas à foz do Rio São Francisco, em Piaçabuçu, passando por cidades ribeirinhas de Alagoas e Sergipe. Durante dez dias, pesquisadores de 35 áreas coletam amostras e dados, que serão analisados posteriormente em laboratórios. Os resultados são publicados em formato de e-book. O livro da 4ª Expedição está em andamento e, em breve, poderá ser acessado. Para conferir a publicação referente à 3ª edição, clique aqui.

O Rio São Francisco é o maior rio inteiramente brasileiro e percorre seis estados (MG, GO, BA, PE, AL e SE), além do Distrito Federal. A região do Baixo São Francisco abrange cidades dos estados da Bahia, Pernambuco e Sergipe e a vegetação predominante é de caatinga no trecho mais alto, e mata atlântica, manguezais e restingas na região costeira.


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