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Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
28/07/2016 às 12:57

Mano abre mão de candidatura para formar ‘blocão’ em União

Mano renuncia ao sonho de terminar vida pública como prefeito para manter Nelito Mano renuncia ao sonho de terminar vida pública como prefeito para manter Nelito "vivo"

O que a política faz nem satanás derruba. Política é uma seara onde amigo nem sempre é para se guardar do lado esquerdo do peito. E é assim que a vida segue, a cada dois anos.

No caso de União dos Palmares, onde a população paga um preço muito alto por gestões desastrosas, uma figura merece destaque: Manoel Gomes de Barros, o Mano, agora filiado ao DEM.  

Em 2012 Mano perdeu para Beto Baía e Eduardo Pedrosa, na eleição mais fácil de todos os tempos. Tinha um canhão de apoio, com os senadores Renan Calheiros e Benedito de Lira, o então governador Teotonio Vilela e o vice, Thomaz Nonô, oito deputados federais, 24 estaduais, e Kil de Freitas, na Prefeitura, dando todo o suporte necessário. A derrota foi um banho de água fria para Mano, que às 15 horas do domingo da eleição ligou para Teotonio Vilela mandando que anotasse mais um prefeito eleito do PSDB. Mano perdeu a eleição para ele mesmo – mas ele não sabia disso.

Passados três anos da administração catastrófica de Beto Baía, afastado pela Justiça por conta de uma série de improbidade administrativa, Mano seria o sucessor natural. Tem história, tem força “extrema” e mantém o sonho de encerrar a vida pública por onde começou: prefeito de União dos Palmares, sua terra natal.

Ao seu estilo, Mano fez oposição acuada, apenas utilizando sua emissora de rádio (AG FM) para criticar a melancólica administração de Beto, que implodiu depois que a Justiça acatou as denúncias de irregularidades.

Deveria ser o xeque-mate para uma eleição tranquila, mas Mano errou outra vez, quando “ajudou” Beto Baía voltar ao poder. Em 30 dias na Prefeitura Eduardo Pedrosa, no exercício do mandato, fez mais que os três anos de Beto. Os palmarinos não perdoaram Mano, que passava dos 30 pontos nas pesquisas extraoficiais, para menos de 5 pontos. Mano não só ajudou Beto Baía a retornar, como indicou seus principais aliados para cargos em secretarias. Mais um erro.

Seria o fim político de Mano, que passou a amargar a quarta posição na fileira de pré-candidatos.  Seria, porque Mano, aos 72 anos, parece que aprendeu a fazer política com inteligência. Contam os mais próximos que ele leu o livro “ A Arte da Guerra, de Sun Tzu”, que preza pela inteligência, não a força.

Agora, praticamente fora da disputa, Mano aprendeu que a vontade do povo é que prevalece e que é preciso somar, não dividir.

Nunca é tarde para recomeçar
Mano chegou a conclusão que o bastão da política deve ser passado para seu filho, o ex-deputado Nelito Gomes de Barros. E onde Mano aprendeu, então? Sozinho ou com a força que imaginava ter, nem ele nem Nelito chegariam a lugar nenhum. Com a sabedoria que leu no livro A Arte da Guerra talvez tenha percebido que é preciso recomeçar, para que Nelito comece um novo ciclo.

Para que isso aconteça Mano botou os emissários na rua e está conversando com todos. Já esteve com o ex-prefeito Kil de Freitas, com o empresário Zé Alfredo e tem tentado sentar com o prefeito Eduardo Pedrosa, que sempre foi “de casa”, digamos.

Com o apoio de João Caldas e JHC, antigos adversários, Mano tem procurado o diálogo. Não dar para recomeçar, mas é a porta que ele tem para que Nelito sobreviva na política.

A informação recebida pelo blog é segura: Mano já aceitou que não terá êxito numa nova disputa à Prefeitura de União e, por tanto, precisa se igualar aos grupos políticos para que Nelito ressurja como sucessor.

Mano até aceita (daí mostra o aprendizado da Arte da Guerra) que Nelito seja vice de Kil ou Eduardo Pedrosa. No caso de Eduardo, a situação só se resolve se Bruno Praxedes, já definido como vice na chapa, aceitar ceder. Bruno é afilhado de Mano, mas sonha em virar protagonista.

Mano também conversou com Zé Alfredo, neste caso para que o empresário seja vice de Nelito. O neófito, que tem temperamento explosivo e imaturo em suas ações, já fechou as portas.

Finalmente, Mano já afirmou que abre mão de ser candidato, mas Nelito tem que formar na composição da chapa. Onde não havia diálogo, agora há. 

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