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Maceió/Al, 25 de fevereiro de 2020

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
18/01/2020 às 07:52

Rui Palmeira só erra se quiser, porque burro não é!

Deputado estadual, federal e prefeito da capital. O cartel do vitorioso Rui Palmeira nem de longe se compara ao do pai, Guilherme Palmeira, prefeito de Maceió, duas vezes senador, governador de Alagoas e personagem importante na política nacional.

O sobrenome “Palmeira” – decano da política estadual - é, de longe, a grife que Rui precisa manter em alta. É determinante que tenha o máximo de responsabilidade para não encerrar o centenário ciclo.

E o que fazer quando a dúvida é maior que a razão? Em política, pedir ajuda aos universitários ou depender do aconselhamento à distância é uma opção quando não se tem, dentro de casa, a experiência de quem viveu e venceu.

Em 2018, Rui tinha uma difícil decisão a tomar. Ouviu vozes dissonantes sobre sua candidatura ao governo. O adversário seria Renan Filho, com melhor avaliação e mais musculatura política que Rui. Ainda assim, seria um grande pleito. Pelo que foi visto num curto espaço de tempo não há unanimidade sobre a decisão de recuo naquele momento.

Agora, a situação é extremamente diferente. Rui só não pode correr o risco de errar. Tem que jogar a razão na veia. Ouvir quem sabe, quem vive, quem venceu, quem é realmente confiável. O prefeito da capital, que sonha com o Palácio República dos Palmares tem, em casa, o melhor conselheiro. Aos 81 anos, ainda ativo nos bastidores, Guilherme Palmeira já sabe - há algum tempo - o caminho que Rui deve seguir. Sabe e já lhe disse: “Vamos de Ronaldo Lessa, meu filho”.

O ministro aposentado do Tribunal de Contas da União (TCU) tem toda razão. Se hoje Ronaldo Lessa precisa de Rui para garantir uma das duas vagas no segundo turno da eleição em Maceió, a partir da vitória, o capital político de Ronaldo e a força do PDT vão aproximá-lo de bases importantes. Até 2022 não há tempo para justificar uma dobradinha real com Renan Filho ou JHC. É possível, mas não é o perfil de Rui. Com Rodrigo Cunha vai disputar o mesmo objetivo e, pior: O presidente estadual do PSDB já demostrou que esqueceu parte da história que o levou à Assembleia Legislativa. 

Com isso, Rui não tem perspectiva de aliança com os três nomes que formam o quarteto protagonista da "nova política". 

E aqui vai uma dica: Se Rui errar na capital dormirá no dia 4 de outubro sabendo que começará sua jornada sem aliados no comando nos 20 principais colégios eleitorais do estado, que representam mais de 80% dos votos. Game over antecipado.

Portanto, Rui Palmeira só erra se quiser, porque burro não é.

A política pune. 

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