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Maceió/Al, 26 de janeiro de 2022

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
06/01/2022 às 22:04

Eu avisei da chegada do caos! Mas... e agora, José?

Toda e qualquer medida de enfrentamento ao avanço de casos do coronavírus é muito bem-vinda. Afinal, salvar vidas virou a palavrinha mais safada que a maioria dos políticos brasileiros se acostumou a pronunciar aos quatro cantos.

O que os olhos não vêem
O coração não sente
Cá dentro do meu peito
É muito diferente
Mas a bobagem o que eu digo
Aqui do lado de fora
É da boca pra fora, meu bem
É da boca pra fora

Sucesso de Os 3 do Nordeste (salve Zinho & Cia) estes versos são pura blasfêmia na boca dos políticos que temos.

No início de dezembro chamei, aqui no blogue, a responsabilidade do governador Renan Filho e do prefeito da capital, JHC, para que adotassem medidas duras, porém preventivas, para evitar que Alagoas entrasse na rota do coronavírus, ainda mais com o surgimento da variante Ômicron. Nota 8 para o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, que se aliou ao Ministério Público do Estado (MPE),  com a recomendação em conjunto, para que os municípios não realizassem as festas de natal e réveillon (mas apenas para o povo). Por isso nota 8.

Também chamei a atenção, aqui, de que as festas privadas contemplariam meia dúzia de ricos empresários. Antes da chegada de 2022, só o prefeito de Maragogi, Fernando Sério Lira se posicionou anunciando a suspensão da aglomeração dos eventos públicos e privados na virada de ano e carnaval (nota 10).

Com a folia privada no final de ano, sem o mínimo de controle, como falei aqui, durou muito pouco os festejos vibracionais por Alagoas não registrar mortes por uma semana. O resultado da bagaceira está sendo divulgado e, agora, o governador Renan Filho anuncia um pacote de medidas para atender a população.

A ampliação do número de leitos, a liberação de mais testes rápidos, a instalação de centrais especializadas e a disponibilização de ambulâncias para o transporte sanitário de pacientes, são medidas no sentido de combater a doença, de identificá-la, de oferecer as condições de tratamento aos doentes e de apoiar os municípios alagoanos em suas tarefas”. É um trecho da nota da Secretaria de Comunicação do Estado que já prevê dias difíceis pela frente. Mas... e porque não agir rápido por conta, outra vez, dos cuidados com meia dúzia de empresários e milhares de sem noção que talvez pensem que o mundo acaba antes das eleições?

Como iniciei este texto, toda e qualquer medida de enfrentamento ao avanço de casos do coronavírus é muito bem-vinda. Mas... que tal cancelar as festas agendadas para sexta e sábado, que promoverão aglomerações?

É uma barra ter que me indispor por aqui, mas será conversa fiada se ninguém agir rápido para evitar mais rala e rola, na capital, no interior e na faixa de gaza denominada Barra de São Miguel. 

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