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Maceió/Al, 20 de maio de 2022

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
25/05/2017 às 20:55

Médico denuncia falta de medicamentos, alimentos e chora com a possibilidade de óbitos em hospital do Estado

Hospital está recebendo ajuda de comerciantes e da população Hospital está recebendo ajuda de comerciantes e da população

Se você clicou por conta da apelativa manchete, pensando que é em Alagoas, é porque tem bom coração, preocupação ou aproveitou a deixa para escrachar o Governo nas redes sociais.

O hospital pertence ao Estado, que tem um débito de 162 milhões com a saúde pública. A situação de calamidade ganhou repercussão nacional nesta quinta-feira, 25, quando o diretor técnico da unidade hospitalar resolveu denunciar o caso para evitar o fechamento e mortes em série. “O caos já chegou”, alertou o Dr. Roberto Yoshida.

Com 30 anos de profissão, o médico fez um desabafo diante das câmaras de TV, que emociona, mas que também mostra o reflexo de mantermos no poder políticos sem compromisso com a população, como um deputado federal que teve a cara de pau de chamar o médico de mentiroso, mesmo diante das evidências. 

O apelo mobilizou o comércio da cidade e o hospital só não fechou nesta semana porque passou a receber socorro da população e dos comerciantes. Mas é preciso que o Estado assuma a responsabilidade o quanto antes.

Se você continua aqui é porque sabe que esta triste realidade poderia atingir um dos seus. Neste caso, acredito que não. O Hospital Regional está na cidade de Sorriso, no Estado do Mato Grosso. Sugiro que assista ao vídeo, publicado nesta quinta-feira, em rede nacional pela BAND, SBT e Record.

É importante compreender que existem irmãos nossos em situação de calamidade em muitos lugares do país. Também é importante compreender que este filme já foi visto por aqui num passado não muito distante.

A saúde pública no Estado do Mato Grosso está na UTI. A de Alagoas está com os dias contados para deixar a enfermaria.

Graças ao ajuste fiscal rigoroso o Governo de Alagoas pulou a fogueira da crise e seguiu na contra mão de estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Sergipe, entre outros, que não conseguem pagar nem as contas.

Ainda estamos longe de ser modelo, mas o planejamento, os projetos, as ações e os primeiros resultados indicam a direção certa.  “Sobre saúde pública posso assegurar que as obras da Maternidade de Risco Habitual avançam. Os hospitais regionais no interior também vão surgir e mais cinco Unidades de Pronto Atendimento serão instaladas na capital para melhor atender o cidadão e desafogar o HGE. Há 40 anos não se construía, de fato, um hospital em Maceió. No começo de 2018, pretendo entregar a maternidade para ofertar mil novos postos de trabalho na área de saúde. O Hospital Metropolitano da Mulher será erguido na parte alta da capital, além dos Centros de Referência no interior e o Hospital Regional de Porto Calvo, para levar o serviço de saúde para perto do cidadão”, garante o governador Renan Filho.

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