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Maceió/Al, 13 de dezembro de 2017

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Valderi Melo Valderi Melo
É jornalista profissional formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) desde 1994. Há 20 anos escreve sobre os bastidores da política alagoana.
04/10/2017 às 17:33

Collor cobra posição firme do Senado no caso Aécio e volta a atacar Janot e Gurgel

Collor cobra posição firme do Senado no caso Aécio e volta a atacar Janot e Gurgel, ex-chefes do MPF. (Foto: Agência Senado) Collor cobra posição firme do Senado no caso Aécio e volta a atacar Janot e Gurgel, ex-chefes do MPF. (Foto: Agência Senado)

O senador Fernando Collor (PTC) voltou a bater forte nos ex-chefes do MPF, Rodrigo Janot e Roberto Gurgel, ontem no plenário do Senado. Collor se referiu ao primeiro como ‘calhorda’ e ao segundo como ‘chantagista’.  As colocações foram feitas durante aparte de Collor ao discurso do senador Romero Jucá (PMDB-RR) que cobrava a votação pelo plenário do Senado de uma decisão sobre o afastamento do colega Aécio Neves (PSDB-MG) por ordem da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Desde 2012 que venho, dessa tribuna em que V. Exª se encontra, acusando aqueles que assumiram a Procuradoria-Geral da República – e dou nome de dois: o Sr. Gurgel, chantagista; e o Sr. Janot, calhorda –, que venho denunciando as falcatruas desses dois sujeitinhos à toa”, afirmou Collor. Um dos principais desafetos de Rodrigo Janot, ex-chefe do MPF e autor da denúncia contra Aécio Neves acatada pelo STF, Collor defendeu que o Senado revertesse a decisão do Supremo durante a sessão plenária de ontem, o que não aconteceu. 

O senador alagoano também não poupou criticas também a decisão da 1ª turma do STF. “Fico pasmo com os meandros por onde percorrem certos juristas para justificar a legalidade da medida imposta a um Senador desta Casa. A explicação é uma só e não cabe interpretação. Ela está clara, límpida, cristalina, no texto da nossa Carta Maior. [...] Se a legitimidade numa democracia é dada pelo voto, nenhum Poder é mais legítimo do que o Legislativo. E é esse Legislativo que vem sendo achincalhado, criminalizado”, discursou Collor.

Entre 2012 e 2013, Collor teve vários embates contra o ex-procurador-geral Roberto Gurgel, a quem na época acusou de chantagista, improbo, praticante de ilícitos administrativos e de crime de responsabilidade. Contra Janot, o ex-presidente também fez acusações e chegou a chamar o ex-chefe do MPF de "figura tosca", "sujeitinho à toa" e "fascista da pior extração". Apesar disso, o Senado não votou a reforma da decisão do STF e remarcou a votação para o próximo dia 17 de outubro.

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