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Maceió/Al, 07 de abril de 2020

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Valderi Melo Valderi Melo
É jornalista profissional formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) desde 1994. Há mais de 24 anos escreve sobre a política alagoana.
24/08/2016 às 15:45

Acusada de superfaturamento e extorsão, Maria Eliza é afastada da prefeitura de Rio Largo

Maria Eliza Alves foi afastada do cargo nesta quarta-feira por decisão judicial Maria Eliza Alves foi afastada do cargo nesta quarta-feira por decisão judicial

Prefeita de Rio Largo desde a renúncia de Toninho Lins [eleito em 2008 e reeleito em 2012], no último dia 1º de março, Maria Eliza Alves foi afastada do cargo nesta quarta-feira, 24, por decisão da Justiça. O motivo da decisão do juiz Galdino José Amorim, da 2ª Vara Cível de Rio Largo, teria sido a contratação irregular da empresa Eco Ambiental para serviços de limpeza urbana, além de superfaturamento na contratação de bandas para eventos no município.

Há ainda acusação de extorsão praticada pela prefeita afastada, um de seus filhos e um secretário, que segundo o juiz, era de total confiança de Maria Eliza Alves. Em sua decisão, o juiz Galdino José Amorim determina ainda o bloqueio dos bens da prefeita, além de que seja dado posse ao presidente da Câmara de Vereadores no cargo, ou em caso de recusa, ao vice-presidente da Casa no comando da prefeitura municipal. Fixa ainda uma multa diária de 20 mil reais em caso de a decisão não ser cumprida.

Segundo o juiz, os atos imputados a prefeita Maria Eliza Alves já ocorriam na gestão do ex-prefeito Toninho Lins, que foi afastado do cargo por diversas vezes até a renúncia a mandato em março deste ano. Mesmo assim, as irregularidades tiveram continuidade na gestão da prefeita ora afastada. Além da irregularidade nos casos de contratação da empresa de limpeza urbana e de bandas, há ainda denúncia de extorsão praticada contra um empresário.

No despacho, o juiz Galdino Amorim cita parte de um diálogo envolvendo um secretário identificado por Reginho. “O diálogo entre o empresário que estaria sendo extorquido para pagar propina e o secretário municipal conhecido por Reginho é gravíssimo e em cognição sumária, revelam a prática de ato improbo e de crimes contra a administração pública”, afirma o juiz na sentença que determinou o afastamento de Maria Eliza Alves.

“Tem como adiantar hoje aquele restante pra mim pagar umas coisas”. Depois: “Veja amanhã pra resolver aquela situação do mês e o deste pra amanhã, ok, preciso resolver uma situação urgente”. Mais clara ainda é a seguinte frase do secretário Reginho, diz o juiz: “Só presta pessoalmente tu resolve hoje a situação. O dela falei que neste mês não tem condição de resolver nada este mês e vamos sentar depois pra resolver o do próximo mês, ok”.

O empresário Andre Ferreira da Silva, segundo a decisão do juiz, levou o caso ao Ministério Público e apresentou documentos fortes para comprovar que estava sendo vitima de extorsão para pagar propina. Para o juiz Galdino Amorim, ‘o mandato de Maria Eliza [de prefeita do município de Rio Largo] está sendo instrumento para a prática de atos ilícitos que analisados em seu conjunto ganham gravidade, merecendo uma atuação energética do Poder Judiciário.

Ele cita ainda que Maria Eliza já foi condenada por improbidade administrativa em razão de atos praticados em seu mandato anterior [ela foi prefeita entre 1997 e 2004] como a nomeação de servidores sem concurso público, realizar compras com empresas fantasmas a partir de notas fiscais frias, efetuar serviços superfaturados e habilitar sem licitação e posteriormente contratar empresa sem registro junto à entidade profissional competente.

Apesar de todos os problemas administrativos registrados nos últimos anos, Rio Largo conta com seis candidatos a prefeito nas eleições de outubro deste ano.

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