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Maceió/Al, 25 de fevereiro de 2020

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Valderi Melo Valderi Melo
É jornalista profissional formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) desde 1994. Há mais de 24 anos escreve sobre a política alagoana.
22/11/2016 às 23:35

AMA apresenta a novos gestores desafios para 2017

Reunião na sede da AMA teve a presença de secretários estaduais e novos gestores municipais Reunião na sede da AMA teve a presença de secretários estaduais e novos gestores municipais

A necessidade do cumprimento da política de resíduos sólidos é uma das primeiras medidas que os novos gestores terão que enfrentar em 2017. "O fim dos lixões precisa ser prioridade, mas, tanto o governo estadual, como o federal precisam ter fontes de financiamentos para os municípios", disse o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Marcelo Beltrão, aos futuros prefeitos que participaram da reunião na sede da entidade. Até o início do ano, a AMA vai apresentar aos gestores que estão iniciando o mandato, os desafios da gestão e os pontos mais vulneráveis.

A questão dos resíduos sólidos é uma delas. Se arrasta há anos pela indefinição de estratégias do governo que  incentivou a aprovação da Lei, mas conseguiu tirar dela sua responsabilidade financeira. O resultado são lixões não extintos e multas recorrentes. Para tentar minimizar o problema o Estado foi dividido em consórcios e a AMA tem acompanhado as ações que estão sendo feitas em parceria com o Estado. Hoje, aos prefeitos, o secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Alexandre Ayres, ressaltou que o governo de Alagoas atuou e conseguiu aprovar em conjunto com Assembleia Legislativa do Estado (ALE) o projeto de lei que trata da Política Estadual de Resíduos Sólidos.

“O Estado de Alagoas tem se empenhado em trabalhar junto aos municípios, AMA e União para incentivar às prefeituras a eliminar os lixões. Alagoas conta atualmente com quatro Centrais de Tratamento de Resíduos localizadas em Maceió; no Sertão; em Pilar; e na região Agreste, no entanto existe a necessidade e a preocupação de os municípios abraçarem a educação ambiental. A coleta seletiva influencia diretamente na gestão responsável dos resíduos sólidos”, reforçou o secretário Alexandre Ayres.

O secretário reiterou que a Semarh lançou em 2015 o programa de coleta seletiva destinado aos municípios alagoanos. Ayres finalizou a sua participação deixando as portas abertas do governo do Estado para os contatos com gestores sobre as pautas ambientais. E as centrais de tratamento podem ser uma saída a curto prazo para a falta de aterros em Alagoas. O engenheiro Paulo Mesquita , especialista no assunto, apresentou aos novos gestores podem se integrar a esse projeto de responsabilidade com o meio ambiente e população, sobre a importância de ter uma Central de Resíduos Sólidos para destinação correta do lixo produzido, além de explicar a diferença entre lixão, aterro sanitário e aterro concentrado.

Mesquita alerta que é importante diferenciar esses conceitos e aderir a uma política que preze pelo meio ambiente. “Com um tratamento adequado, o lixo não contamina o solo, nem a fauna e a flora circunvizinha, além de não atrair pragas e animais, como: urubu, rato, cachorro”, exemplifica. As centrais são alternativas que ainda precisam ser mais discutidas, disse o prefeito de Satuba, Paulo Accioli que reivindicou redução no custo para que as prefeituras, principalmente as pequenas, possam ter condições de fazer a destinação correta do lixo através da CTR.

Por causa desse jogo de empurra os municípios continuam sendo fiscalizados e autuados pelo Instituto do Meio Ambiental de Alagoas (IMA/AL). O presidente da AMA, Marcelo Beltrão é um problema que não é apenas do município. O gestor quer cumprir a lei, as Entidades municipalistas, como a AMA, têm tentado mostrar e sensibilizar União e Estados para que, de forma conjunta se dê um basta definitivo e os municípios possam avançar melhorando a vida da população e o meio ambiente.

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