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Maceió/Al, 25 de fevereiro de 2020

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Valderi Melo Valderi Melo
É jornalista profissional formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) desde 1994. Há mais de 24 anos escreve sobre a política alagoana.
29/11/2016 às 16:08

Renan diz que sistema político brasileiro é uma usina de crises

Renan diz que sistema político brasileiro é uma usina de crises Renan diz que sistema político brasileiro é uma usina de crises

Em um evento promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil nesta terça-feira, 29, o presidente do Senado Renan Calheiros defendeu mudanças radicais no sistema político brasileiro. O parlamentar enfatizou que o Senado está fazendo sua parte ao aprovar uma profunda reforma política para acabar com o que qualificou de “ eterna desconfiança da sociedade”.

Renan destacou o fim das coligações proporcionais, a criação da claúsula desempenho, e o fim instituto da reeleição, que será votado, ainda esta semana pelo Senado, como inovações que poderão dar uma nova configuração ao panorama politico brasileiro. “O Senado tem atuado.  A dificuldade reside exatamente nesse sistema político caquético. Assumimos a responsabilidade de fazer mudanças radicais em um sistema que está falido, fedido e provoca desconfiança da sociedade. O atual sistema político é uma usina de crises", alertou Renan.

O presidente do Senado também criticou o excesso de partidos na democracia, o que segundo ele dificulta a construção de entendimentos e favorece as crises políticas. “A proliferação de legendas - hoje se não me engano já são 36 partidos -  é essencialmente fragmentadora e dificulta a formação de maiorias proporcionando crises políticas recorrentes. Imaginem os senhores o que significa, do ponto da administração do Executivo, a negociação de uma proposta controversa com 36, 40 líderes de nanolegendas. É quase inadministrável”, enfatizou.

Crise política

Renan disse que 2016 ficará marcado como o ano que não terminou e alertou para os efeitos da atual crise no país.  “A crise política, econômica e social bagunçou o Brasil e está punindo nossa economia, gerando um desemprego assustador”, advertiu. Ao encerrar o discurso Renan Calheiros reiterou que o atual modelo político é fonte de grave instabilidade, ancorada numa legislação político-eleitoral ultrapassada.

“O dito presidencialismo de coalizão é uma tentativa semântica de atribuir estabilidade numérica a governos que não têm estabilidade alguma. A caixa da Pandora, fonte dos desalinhos contemporâneos, está na legislação político-eleitoral-partidária, licenciosa e caduca. Eleições a cada biênio têm se mostrado muito dispendiosas, além de engessar administrações e provocar o esvaziamento dos legislativos. Por isso, a necessidade de enfrentarmos a coincidências de mandatos e tantos outros itens espinhosos da reforma política”, finalizou.

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