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Maceió/Al, 05 de março de 2021

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Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
28/01/2019 às 12:47

Justiça deveria bloquear parte dos lucros da Braskem e Casal

Bem... já que o presidente Bolsonaro prejulgou a Braskem e o Governo de Alagoas suspendeu a licença da mesma empresa para o bairro do Pinheiro, por que não pedir o bloqueio de parte dos lucros da maior produtora de resinas termoplásticas nas Américas, que também é a maior produtora de polipropileno nos Estados Unidos?

Já que os governos federal e estadual suspeitam da culpabilidade, não vejo porque não pedir o bloqueio de recursos necessários para garantir o apoio financeiro às famílias afetadas. Tal medida não prejudicará, em nada, o desempenho da empresa, porque o bloqueio seria em parte do lucro (no caso de culpa atestada).

Da mesma forma defendo o bloqueio na Casal, que agora é superavitária.

Pouca gente sabe, mas a Casal deixou de utilizar água da própria estação, no Pinheiro, há anos. Também é do conhecimento de muitos que o esgotamento sanitário do bairro é pífio, bem diferente do crescimento imobiliário na região.

Com todo staff possível do Exército Brasileiro, Agência Brasileira de Inteligência, Defesa Civil Nacional, Estadual e Municipal envolvidos numa mesma operação não há como esperar um final feliz para os moradores do Pinheiro e, quem sabe, de bairros vizinhos.

Ao que se sabe só há três possiblidades para o afundamento do Pinheiro, que até a década de 60 era uma imensa lagoa.

A primeira é a Braskem, com a retirada do sal-gema desde a década de 70. 

A segunda é a ineficiência técnica da Casal. As duas empresas também usaram seus poços até o limite, ao ponto de ter que suspender a retirada de água no bairro 

A terceira - e menos provável - é que a causa no Pinheiro seja natural, por conta de uma possível placa tectônica (blocos que afastam-se uns dos outros e afundam alguns milímetros por ano, alterando suas dimensões e modificando o contorno do relevo terrestre).

Seguro morreu de velho
No desastre de Mariana, em Minas Gerais, no dia 5 de março de 2015, as famílias afetadas e enlutadas ainda aguardam a indenização.

Agora, em Brumadinho, a Justiça do Trabalho autorizou o bloqueio de R$ 11,8 bilhões da mineradora Vale, responsável pela barragem na mina Córrego do Feijão, que se rompeu na última sexta-feira.

Está aí a sugestão para o Ministério Público do Trabalho em Alagoas.

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