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Maceió/Al, 08 de dezembro de 2021

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
31/01/2020 às 08:37

Alfredo Gaspar não consegue “mundo ideal” e candidatura perde competitividade

Falta muito pouco para Alfredo Gaspar de Mendonça anunciar se vai, ou não, disputar a Prefeitura de Maceió. O que já está evidente é que sua primeira e também mais importante missão, falhou.

O plano A do procurador geral de Justiça era unir os grupos rivais e o máximo de lideranças em torno de sua candidatura. Ele até que começou bem, mas esbarrou no “assim eu não aceito” de um aliado de peso, a quem ele tem respeito e gratidão.  

A partir dali o plano A já estava descartado. Em outubro, por exemplo, Renan Filho usou sua experiência política para fisgar, de vez, seu plano A (Alfredo). No lançamento da Expoagro 2019 o governador deu publicidade que “Alfredo será o meu candidato em Maceió”. Numa só tacada ele fechou as portas para Rui Palmeira, Rodrigo Cunha e Fernando Collor. Ou seja: o mundo ideal para Alfredo Gaspar ficou sem chão num piscar de olhos, diante de humanos e animais.

O governador errou? De jeito nenhum. Fez o básico.
Rui, Rodrigo e Collor acertaram, ao descartá-lo? Sim, porque fazem oposição ao governador.

Bem-vindo, Alfredo, ao mundo real da política brasileira. Se sua decisão parte de um sonho, tenha certeza de estar acordado, lúcido e convicto, porque um sim à política será um adeus à sua brilhante carreira no Ministério Público Estadual.

A decisão, agora, é sua. A partir daí virão a ira de centenas de políticos (colegas da sua nova profissão) e a negação de um significativo eleitorado, ainda adepto à compra de votos. Não duvide; esses dois grupos são maioria.

Alfredo é um ótimo nome, mas como candidato cai para bom. Sua competitividade, antes mesmo de todos os anúncios, já está em queda.

Se vale pagar para ver? A decisão é pessoal e intransferível.
E o risco? São quatro para uma vaga. Sem o mundo ideal, já parte em último.
É possível? Em política tudo é possível. Geralmente acontece o provável. 

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