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Maceió/Al, 01 de dezembro de 2020

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
18/11/2020 às 07:38

A derrota que calou a vitória. Aconteceu em Marechal

Ganhar ou perder é a única certeza num processo eleitoral. Vitórias inquestionáveis como a de Hugo Wanderley, reeleito com 92,14% em cacimbinhas ou a de Ceci Rocha, eleita com 62,63% dos votos em Atalaia, contra um prefeito no exercício do mandato buscando o quinto êxito nas urnas, são inquestionáveis e eliminam qualquer possibilidade de blábláblá do lado derrotado.

Mas o que dizer quando a diferença é mínima e o resultado é questionável, como aconteceu, de novo, em Marechal Deodoro? Os 21 votos que garantiram a reeleição de Cacau contra Junior Dâmaso calaram o lado vencedor e deixaram uma lição que serve para analistas, institutos de pesquisas e, claro, os candidatos.

A eleição de Marechal é um excepcional exemplo para mostrar que o povo, quando quer, tem sua maneira de dizer não ao continuísmo. Cacau tinha, além da máquina pública à sua disposição, o governador do Estado, os três senadores, a maioria dos federais e um grupo significativo de deputados estaduais bancando as candidaturas proporcionais aliadas do atual prefeito. Então, como acreditar em mudança? O que teria acontecido para que 49,96% da população deodorense decidisse ficar do lado do “mais fraco”? 

1 – A distância visível do atual prefeito de sua gente e o excesso de promessas não cumpridas, bem maiores que as realizações.

2 – O adversário é visto como “o cara do povo”, aquele que aproximaria a administração das pessoas e teria como marca o ouvir e cuidar das pessoas.

21 votos de diferença não apenas calaram a vitória de Cacau, mas confirmaram que os deodorenses têm um outro líder. 

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