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Maceió/Al, 03 de março de 2021

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
09/02/2021 às 18:00

Episódio 3 - JHC em foto reveladora+...nada como um dia após o outro

Não mire no sorriso de JHC, porque está usando máscara, mas imagine o porquê de estar na Casa que ele expurgou. Os dias são outros; os objetivos também. A isto dar-se o nome de política Não mire no sorriso de JHC, porque está usando máscara, mas imagine o porquê de estar na Casa que ele expurgou. Os dias são outros; os objetivos também. A isto dar-se o nome de política

Pessoas comuns não têm noção da simbologia e do peso de um mandato de prefeito, governador e senador da República. E o que dizer do prestígio de quem comanda o Congresso Nacional e a Câmara dos Deputados. Esses presidentes, não eleitos pelo voto popular, são as figuras centrais para a governabilidade do país.

No episódio anterior você viu que JHC percebeu que a roda girou. E para se manter no poder e trilhar o caminho até o Palácio República dos Palmares é preciso fazer política. Notem que Rodrigo Cunha, o queridinho e protagonista das eleições 2018, não consegue espaço na pauta política. Ele era, até antes da pandemia, o nome de um bloco para suceder Renan Filho. Tem a seu favor a sequência do mandato em caso de derrota ao governo. E, pelo menos por enquanto, é só para ele. O que já é muito.

Herdeiro de João Caldas, o maior político (sem mandato) de todos os tempos, em Alagoas, JHC sabe que precisa circular e fazer parcerias. Foi assim que Renan chegou ao comando do Congresso Nacional por 4 vezes. É feito único. Foi articulando, intermediando e liderando que o introspectivo político Arthur Lira venceu de maneira brilhante, em primeiro turno, a eleição para Presidente da Câmara dos Deputados.

Vencer não é uma questão de sorte. É preciso saber interpretar, blefar e se deliciar engolindo sapos. Pode anotar aí, a ida de JHC à Assembleia Legislativa, no mesmo dia que Arthur foi recepcionado pelos estaduais, é uma evidência de que a oposição tem dois caminhos para 2022: Se acertam e todos vencem, mesmo abrindo mão de tesouros, ou teremos, como há muito não se via, um pleito eleitoral disputado e imprevisível.

JHC não foi à ALE por desejo. O simbolismo da fotografia anula a imagem do garotão bocudo que chamava 90% dos iguais de corruptos e denunciava aquela Casa como o mal em pessoa.

JHC se revela político. Baixou a guarda, deu um passo à frente de Rodrigo e está propondo aliança. Com quem e para quê, só o tempo dirá.

O simbolismo do Poder





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