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Maceió/Al, 13 de agosto de 2022

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
18/01/2022 às 06:44

Esse Renan! Kkk (parte 2)

Publiquei aqui, no dia 9 de novembro do ano passado, texto com a seguinte chamada: Esse Renan! Kkk (se não viu ou não lembra é só clicar aqui )

Fiz uma observação para chamar a atenção do reposicionamento de Renan Calheiros com relação as eleições de 2022. O senador, você sabe, é um ser político diagnosticado com a hiperativa política (tipo avançado). Renan acorda para fazer política, passa o dia politicando e só dorme depois de fazer o balanço político das últimas 24h. Talvez seja único com tal comportamento.

Bem... no 9 de novembro destaquei que Renan havia decidido agir. Seus dias de isolamento foram determinantes para renovar não apenas o guarda-roupa, mas o plano de ação para as eleições de 2022, no Brasil e em Alagoas (por essa ordem).  Foi por isso que encarou o desafio de relatar a CPI da Covid. Ele precisava, antes de agir, voltar a ser lembrado, ouvido, paparicado (vide Globo) e temido.

Também PHD em investimentos políticos a médio e longo prazos, o exímio articulador sentiu que precisaria intervir na condução das eleições em Alagoas. Neste quesito de organização política Renan Filho não seguiu a cartilha do pai.

Para chamar a atenção em Alagoas Renan entrou na agenda frenética do governador, com ordens de serviço e inaugurações diárias, de domingo a domingo, algumas vezes em mais de um município, nos horários da manhã, tarde e noite. Essa movimentação não é à toa, mas para cobrar a fatura no final das contas, com o argumento de que tanto trabalho não pode ser oferecido numa troca de cadeiras. Esta, pode anotar, é a lógica do modus operandi de Renan.

E agora? O que esperar? Renan colocou Renan Filho no Governo para um projeto de poder de 20 anos. Seria Renan Filho duas vezes governador, depois Luciano Barbosa que entregaria o Palácio para Renan encerrar sua vitoriosa carreira política. Só que, outra vez, algo fugiu do controle e agora é hora de negociar. E quando chega nesse ponto não espere um Renan paz e amor. Sua sagacidade é aflorada e ele prefere dar um passo atrás do que entregar suas conquistas a um adversário ou grupo que ele não controle.

Ou seja: a disputa política ao Governo de Alagoas está lançada.

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