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Maceió/Al, 20 de maio de 2022

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Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
30/05/2017 às 09:05

Chuvas de maio são o alerta para os meses de junho e julho

Está claro que a situação de calamidade em Maceió pode ficar ainda mais crítica. O mesmo serve para os municípios margeados pelos rios Mundaú, Jacuípe, Cana Brava e Paraibinha. No Pilar e Marechal Deodoro a lagoa Manguaba é o risco.

Ainda não se sabe a previsão para os meses de junho e julho, os mais críticos durante o inverno. A chuva do último final de semana causou estragos e destruiu famílias. Cinco mortos, três pessoas da mesma família desaparecidas, casas ao chão e mais de 4 mil pessoas precisando de ajuda, sendo que muitas delas ainda não aabem para onde ir nos próximos dias.

O que acontece em Alagoas e Pernambuco, por exemplo, é o reflexo dos políticos que temos. Tenho batido nesta tecla e chega a soar chato, mas a falta de planejamento para localidades de risco de enchentes é uma ferida aberta, que a natureza por vezes avisa: neste lugar falta gestão e interesse do Estado.

Nestes últimos dias a Prefeitura de Maceió e o Governo do Estado estão trabalhando juntos para socorrer vítimas e evitar que mais óbitos aconteçam. Mas e quando o inverno passar? Para mim está valendo o posicionamento do governador Renan Filho, que rapidamente indicou uma alternativa ao presidente Michel Temer. "Eu coloquei para o presidente algo muito importante: governador, presidente da República e prefeitos têm que transformar as intenções em concretude para a população, transformá-las em ações imediatas. O presidente esteve aqui e eu falei que o ideal para materializar a intenção é editar uma Medida Provisória que permita a ação preventiva. Nós precisamos fazer obras de contenção de enchentes", enfatizou Renan Filho.

Se a resposta do Governo Federal tiver a mesma velocidade que a proposta de Renan Filho as ações definidas pelo Gabinete de Crise, coordenado pelo secretário-chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias, com a participação de gestores e representantes de todos os órgãos de Governo, Exército, Defesa Civil Estadual, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), servirão apenas para estabelecer prioridades e monitorar o atendimento aos alagoanos atingidos pelas chuvas que caem sobre o Estado desde a última semana.

O Gabinete da Crise é importante neste momento, mas se o pleito de Renan Filho não for atendido a ferida continuará aberta e milhares de alagoanos continuarão à margem do rio e do medo de perderem tudo, inclusive a vida.

Fica o alerta para junho e julho.  

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