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Maceió/Al, 18 de junho de 2024

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Roberto Boroni Roberto Boroni
Jornalista de formação e que tem a crônica esportiva no coração. Ex-assessor de comunicação do CRB, Vivi de perto a Série B para saber que ela pode ser tudo, menos fácil!
01/09/2023 às 06:53

Fortaleza é a prova do quanto investir em time bom gera dinheiro e mais dinheiro ajuda investir em time bom!

Foto: Reprodução Internet Foto: Reprodução Internet

Para a alegria do futebol nordestino, o Fortaleza fez história na noite de ontem e garantiu vaga nas semis da Copa Sul-Americana ao vencer o América (MG) por 2 a 1. O Tricolor se torna o primeiro da região a alcançar a uma etapa tão decisiva de uma competição continental.

Qual o segredo do Fortaleza? Até outro dia, estava decidindo com o CSA a Série C do Campeonato Brasileiro, e hoje vem se transformando em uma das equipes mais importantes da América do Sul.

Para mim, a resposta é muito simples: O Fortaleza descobriu a simplicidade de que investimento no futebol profissional gera mais dinheiro, e mais dinheiro gera mais capacidade de investir no futebol profissional. É uma máquina que se auto retroalimenta!

Não existe nenhuma fórmula mágica, nenhum projeto inovador e diferenciado na forma de fazer futebol. Em 2018, o Fortaleza deu o primeiro tiro certeiro ao contratar Rogério Ceni como treinador da equipe. Ali ficou claro que a equipe cearense iria fazer investimentos pesados em seu time profissional, afinal de contas um nome com esse peso não iria entrar um projeto que não fosse vencedor e, sobretudo, emprestar o seu nome para comandar um time de jovens ou liderar um projeto que fosse dá frutos em 4 anos, Ceni é um vencedor e precisaria de um elenco para tal para fazer o que ele fez: colocou o Fortaleza na Série A e conquistou a Copa da Nordeste.

Ao sentir o gosto de quanto se fatura quando você ganha em nosso futebol, o Fortaleza rapidamente calculou que para ganhar mais, precisaria investir mais no elenco. E desde então vem sendo assim, a equipe conseguiu se manter na Série A, vem sempre chegando em fases avançadas da Copa do Brasil e passou a ser figura presente em competições Sul-Americanas.

Quanto mais o Fortaleza arrecada, mais investe no futebol. Compra o Marinho do Flamengo, tira o centroavante titular do Colo-Colo  e contrata o principal driblador do futebol argentino nas estatísticas desta temporada. Quanto jogadores da base nessa caminhada? Acho que nenhum.

Você pode estar pensando, Boroni como você é contra o futebol de base. De forma alguma, tenho convicção que investir na base é dar oportunidade aos jovens do nosso estado poder sonhar com a carreira de jogador profissional, retribui o investimento que os governos estadual e municipal fazem ao patrocinar nossos clubes e quem sabe, aí um paciente quem sabe, conseguimos manter um talento que renda uma grande venda.

Investir na base é importante. Mas, com o dinheiro que precisa ser investido para chegar e sobretudo se manter nas principais divisões do nosso futebol, o que eu acredito mesmo é na “simplicidade” do segredo que o Fortaleza descobriu: quanto mais ele investe no futebol profissional, mas dinheiro ele ganha. É um entendimento perfeito do tamanho dele, pois não ousa querer dividir mercado com Flamengo ou Palmeiras no futebol de base, afinal de contas, para um jogador da nossa região conseguir o que os clubes do Sudeste conseguem em um Endrick, por exemplo.

E sem inventar a roda, o Fortaleza vai mostrando como competir. O exemplo está aí do lado, segue quem quiser!

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