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Maceió/Al, 13 de agosto de 2022

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Roberto Boroni Roberto Boroni
Jornalista de formação e que tem a crônica esportiva no coração. Ex-assessor de comunicação do CRB, Vivi de perto a Série B para saber que ela pode ser tudo, menos fácil!
08/02/2022 às 06:22

Mozart mudou parte dos músicos, manteve o maestro, e já compõe uma nova sinfonia no CSA

Foto: Augusto Oliveira/CSA Foto: Augusto Oliveira/CSA

Se tem um fator que me chama muito a atenção no trabalho de Mozart Santos é que, em cada vitória do CSA, fica claro a assinatura do trabalho realizado pelo comandante técnico azulino. E no triunfo sobre o CRB, no Clássico do último sábado (5), ficou muito claro o DNA do treinador no passeio que assistimos no primeiro tempo, onde o CSA venceu por apenas 1 a 0 um jogo que, na etapa inicial, poderia ter sido 3 a 0 sem nenhum problema.

E a forma como o CSA foi superior é que eu preciso mais destacar. Nas últimas temporadas, os grandes momentos vividos pelo Azulão foram marcados por uma equipe com um formato cristalino e marcado por uma transição ofensiva do mais alto nível.

Contra o CRB, Mozart fez a saída com três jogadores, puxou Ernandes para ajudar os zagueiros na saída de bola e já começou, a partir daí, marcar a diferença no duelo. Wellington surpreendeu na qualidade de passe e ao lado de Werley, os três defensores azulinos se cansaram de rodar a bola e achar passes que quebravam as linhas alvirrubras, deixando o ataque azulino sempre um passo à frente.

Com um time tão mudado em relação a temporada passada, os méritos de fazer um novo grupo de jogadores conseguirem replicar o modelo que fez tanto sucesso no CSA nos dois últimos anos é algo muito elogiável. Já podemos constatar que o time segue possuindo sua transição ofensiva letal, mesmo com tantos rostos novos.

E outra característica marcante do trabalho de Mozart nas últimas temporadas, aparece quando o CSA quebra as linhas dos adversários. Os jogadores sabem exatamente o que fazer e as jogadas acabam rapidamente, em dois ou três toques o ataque azulino decide o que fazer e, geralmente, leva muito perigo ao adversário.

Em 2020, era com o goleiro Matheus Mendes que o CSA começava a montar a armadilha para os rivais. Quem dava o bote na frente com sede ao pote, geralmente sofria com a transição ofensiva azulina, que num piscar de olhos já estava dentro da área adversária. Ano passado Thiago Rodrigues também possuía essa característica e cansamos de ver o time azulino sair em velocidade e o quando os rivais prestavam atenção, o volante Yuri já estava sozinho na cara do gol.

Contra o CRB, no último sábado, foi impressionante ver a diferença entre os times, com o CRB espaçado, marcando de longe e vendo Gabriel magistralmente jogando entre as linhas e dando o ritmo que fez o CSA passar por cima na primeira etapa. Uma superioridade que não pode ser explicada pela qualidade dos dois times, que se equivalem. Foi uma diferença tática gigantesca.

Pela terceira temporada seguida, Mozart me parece estar no caminho certo para compor mais uma bela sinfonia no CSA. O acesso passou raspando nos dois últimos anos, muito na conta do grande defeito que, também, vimos no Clássico, já que o CSA não mata o jogo quando tem chance e isso em muitos casos pode e já acabou custando caro, como foi contra Operário (PR) e Confiança.

Pelo andar da carruagem, vai ficando claro que uma nova sinfonia já está a caminho. Maestro Gabriel foi mantido, chegaram muitos “músicos” novos para a orquestra e a Mozart segue trabalhando na composição, que pelo ritmo e harmonia apresentados contra o CRB, tem tudo para ser mais uma grande obra!

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