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Maceió/Al, 27 de junho de 2022

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Roberto Boroni Roberto Boroni
Jornalista de formação e que tem a crônica esportiva no coração. Ex-assessor de comunicação do CRB, Vivi de perto a Série B para saber que ela pode ser tudo, menos fácil!
04/03/2022 às 06:38

Cuidar bem do ASA, é cuidar do futebol alagoano. Nunca esqueçam disso!

Foto: Ascom ASA Foto: Ascom ASA

Infelizmente, nos últimos dias estamos nos deparando com uma séries de notícias, depoimentos e até alguns prints que estão rodando na internet, dando conta de uma crise no ASA em virtude de problemas financeiros e de estrutura de trabalho relatados pelos atletas do seu elenco. O ASA já contestou essas situações através de nota oficial, só que eu estou mais preocupado em saber onde está a verdade nisso, porque me preocupa demais ver o ASA passando por algo deste tipo. Seja você torcedor ou não do Alvinegro, saiba que estamos falando de uma das maiores instituições do nosso Estado e que precisa, urgentemente, ser melhor tratada.

Para minha geração, que começou a acompanhar futebol nos anos 80, o ASA de Arapiraca está mais do que presente no nosso lado lúdico. Ouvir transmissões pelas rádios, com aquele barulho de Coaracy da Mata Fonseca lotado e cada clássico sendo sempre pegado e duro para CRB e CSA em Arapiraca, era de brincar bem com a nossa imaginação. Jogadores como Jorge Reis, Neto Surubim ou Edinho Batalha, despertavam respeito e admiração, sempre vindo aquele pensamento que seria muito difícil vencer o jogo longe de Maceió. E quando vinha para a Capital, era legal demais esperar ver o ASA subir ao gramado, e esperar se estariam de camisa branca e short preto, ou de camisa listrada e short preto ou branco, tanto faz, eram sempre uniformes lindos. Jogo contra o ASA era aquele que você sabe que não poderia perder de ir.

E quando fui ao Coaracy da Mata Fonseca pela primeira vez, me emocionei de verdade. O lugar que tanto imaginei, que via os gols pela TV era real. Bons tempos que mesmo como visitante, assisti ao jogo com vários torcedores do ASA ao meu lado e foi uma baita tarde de futebol.

Os anos passaram e o ASA evoluiu. No início dos anos 2000, tomou a liderança do nosso futebol e dominou a década. Jogadores como Jackson, Marcelinho, Bruno, Jota, Audálio, Serginho, Jaelson, Lúcio Maranhão, Ciel, entre outros, fizeram do Alvinegro o time a ser batido por anos e, sem dúvidas, mostraram para CSA e CRB que eles precisavam ser movimentar para correr atrás.

Em Arapiraca, também, temos hoje verdadeiros craques da nossa crônica esportiva, o que mostra a força do futebol no município. Como é bom ouvir um jogo com Antônio Guimarães, o Guima, narrando e o muito craque Oswaldo Barbosa comentando. Isso apenas para citar dois, que hoje estão em Arapiraca e dão brilhantismo para as jornadas esportivas em nosso Estado.

O tempo passou. Os clubes da Capital se estruturam e, por um motivo que não sei explicar corretamente o porquê, o ASA foi ficando para trás. De vaga na Série B, para correr atrás de uma vaga na Série D, e ainda assim sem dar aquela expectativa de acesso.

Quem gosta de futebol em Alagoas, não pode nem por um segundo querer abrir mão de um ASA forte e chegando em finais. Faz parte das nossas raízes e quanto mais forte ele for, mais forte será o nosso futebol. Me custa acreditar a ver, uma cidade com a força que Arapiraca tem, não está conseguindo recolocar o ASA no lugar onde ele merece estar. Algo precisa ser feito, orgulho precisa ser deixado de lado e os investimentos precisam voltar. Precisamos do ASA!

Neste ano, quando vi nomes como Deola, Jorginho (baita profissional e jogador), Feijão e Junior Viçosa, por exemplo, fiquei com uma expectativa boa. No papel, sinalizava um projeto de vermos um ASA forte e lutando pelo título novamente, O que até pode acontecer, mas estas notícias e depoimentos dados por alguns atletas do clube é motivo de muita preocupação, porque algo está errado.

Politicamente conheço pouco ou quase nada dos bastidores do ASA. Sei bem da sua grandeza, da sua importância para o esporte em nossa região e espero, ansiosamente, que os responsáveis por administrar esse gigante do nosso futebol se movimentem, unam a cidade e peçam ajuda se for o caso. Façam o que for preciso, mas não deixem esse símbolo do futebol em Alagoas seguir passando por dias assim, o torcedor alvinegro não merece isso. E quem ama de verdade o futebol, agradece!

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