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Maceió/Al, 23 de junho de 2024

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Roberto Boroni Roberto Boroni
Jornalista de formação e que tem a crônica esportiva no coração. Ex-assessor de comunicação do CRB, Vivi de perto a Série B para saber que ela pode ser tudo, menos fácil!
10/04/2023 às 07:18

Doze finais seguidas, oito títulos conquistados. Uma hegemonia regatiana incontestável!

Foto: Francisco Cedrim/Ascom CRB Foto: Francisco Cedrim/Ascom CRB

O CRB se consagrou bicampeão alagoano no último sábado (8), quando venceu o ASA por 1 a 0, no Rei Pelé, com um gol do atacante Copete. Mais do que debater o justo título regatiano, campeão invicto e sobrando na competição, prefiro olhar de forma mais ampla e focar em outro dado: o CRB chegou nas últimas doze finais do Campeonato Alagoano e ganhou 8. Neste século, uma hegemonia incontestável.

Desde 2012 que a final do Alagoano conta com a presença do Galo, que não levantou o troféu em 2015, quando perdeu para o Coruripe, e em 2018, 2019 e 2021 quando perdeu para o CSA (e duas dessas só nos pênaltis).

Essa hegemonia no Estado não é por acaso e isto é o mais importante de tudo. Quando Marcos Barbosa assumiu o CRB em meados de 2011, o clube estava praticamente falido, prestes a perder patrimônio e sem chegar em uma final do Alagoano desde 2002. Devendo sete meses de salários e muitas dividas na Justiça, era um verdadeiro caos.

Começou então, um projeto que tirou o clube da insolvência, ousou na venda de patrimônios como o histórico estádio da Pajuçara e o clube social Beer CRB. Com o dinheiro arrecadado, um moderno CT foi construído, uma nova sede social foi adquirida, todas as dívidas foram pagas e um projeto de reconstrução do futebol que firmou de vez o Galo na elite do futebol brasileiro.

Faltou a cereja do bolo, que foi colocar o clube na Série A. Mas, nem no momento de maior pressão, que foi ver o CSA chegando na Primeira Divisão, o CRB abandonou sua governança, não gastou mais do que podia e soube conviver com suas diferenças políticas sem deixar o futebol ser afetado.

Marcos Barbosa mudou o CRB da água para o vinho em dez anos de administração.

 Em abril de 2021, assumiu o empresário Mário Marroquim. Nova administração, novos dirigentes, alguns deles críticos ferrenhos da gestão MB, verdadeiros gigantes em gritar nas mídias sociais e que hoje estão vendo por dentro o que é lidar com uma massa de torcedores. Muito do que gritavam, deixaram em banho maria nos seus tempos de torcedores, como dirigentes a bradada transparência segue sendo discutida internamente no conselho deliberativo (e como eu dizia antes, não vejo nada errado nisso).

Isto posto, cada gestão com o seu estilo, o CRB não perdeu o folego e segue dominante no Estado e, ao contrário do CSA, se manteve entre os 40 melhores clubes do País em um momento fundamental, que é o surgimento das ligas de futebol.

Se os demais clubes de Alagoas não abrirem o olho, a distância que vimos esse ano só vai aumentar, porque o CRB com méritos está inserido no bolo milionário das Séries A e B.

O CSA tem um presidente que conhece os caminhos do sucesso, mas precisa remar tudo de volta e repetir um novo caminho de acessos em um mundo onde fazer futebol é muito mais caro. O ASA tem tradição, uma torcida apaixonada, mas estando na Série D possui um poder de enfrentamento muito menor, a diferença é exatamente a que vimos nas finais dos últimos dois anos: gigantesca.

Tenho críticas a gestão de Mário Marroquim, sobretudo a gestão de pessoas e a forma, conduzida diretamente por ele, ou não, pela qual tentam desfazer os méritos da gestão passada. E, também, em especial a forma como o executivo Thiago Paes trabalha no departamento de futebol. Não falo do seu conhecimento de futebol, mas de como ele vê o futebol nas categorias de base. Quando digo que a administração de Marroquim falha na gestão de pessoas, muito passa pela forma como Thiago Paes possui uma mão forte neste quesito. Mas ai, é mais uma avaliação pessoal minha e o tempo será o senhor da verdade nesta questão.

No que é mais importante, a administração Marroquim parece seguir um bom caminho, melhorando a infraestrutura do clube e mantendo o CRB no topo da elite competitiva no futebol brasileiro.

Se os números baterem ou chegarem perto do que apuramos, só com a Liga Forte o CRB vai faturar algo em torno de R$ 50 milhões em dois anos. Cifras que a partir de 2025 serão muito maiores.

Os demais clubes do Estado precisam pensam com firmeza nisso, se em 2025 só o CRB estiver entre os 40 melhores clubes do País, vai ser difícil competir com o Galo em Alagoas.

Um caminho construído com méritos totais do CRB. São 12 finais seguidas e o pelo andar da carruagem, vem mais doze pela frente. E com o orçamento que possui, hoje o Galo possui bala na agulha, como nunca antes, para voltar a Série A. 

Uma hegemonia regatiana de fato e de direito!

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